03 outubro 2014

Especial Dia das Crianças: Como agradar ao máximo!


Oi, amores!

Conheço muitos pais que já garantiram o IPhone 6 para dar aos filhos de 12 anos para arrasar nesse Dia das Crianças. Outros compraram tablets de última geração, bonecas que andam, falam e cantam. Investiram pesado para satisfazer desejos mirins. Se a pessoa tem dinheiro e o investimento não vai fazer falta, não tem problema, muitos devem pensar, certo? Vejamos.

Que exemplo estamos dando para essa criança? Será que uma criança que tem tudo dá mesmo valor para o que ganha? Será que uma criança que recebe o que pede vai saber lidar com frustrações no futuro? Será que cobrir o filho de presente não é uma forma de suprir algo muito mais profundo, como uma ausência, por exemplo?

Tenho pensado isso nos últimos dias porque vejo um desejo louco dos pais, de qualquer condição social, de dar o que o filho pede. Claro que, sendo mãe, sei exatamente o prazer que dá entregar um presente para um filho e vê-lo abrir um sorriso de satisfação. Mas questiono que tipo de cidadão estamos formando quando realizamos todos os desejos dele.

Na minha casa, presente mais elaborado, mais caro mesmo, só no aniversário. Nas demais datas fazemos um programa especial juntos e peço para a família se limitar a dar lembrancinhas. Caso contrário, em questão de dias, todos os presentes passarão a ter o mesmo valor sentimental para as crianças: ou seja, nenhum!

A pedagoga Valéria Pasetchny vai além. Diz que não adianta dar um presente sem dar significado a ele. E garante que momentos juntos podem ser mais valiosos do que um brinquedo. “Na minha opinião, o que vai ‘significar’ esse presente, esse dia para a criança é muito mais o que foi vivido com ela, o que foi sentido por ela do que o objeto em si! É uma programação diferente nesse dia, um passeio, uma brincadeira, uma culinária, um almoço em um lugar super diferente (e isso pode ser feito em casa mesmo, por exemplo, ‘o almoço do Dia das Crianças vai ser aqui nesta cabana que construímos’ ou ‘vamos convidar alguns amigos para o lanche da tarde do Dia das Crianças e temos que fazer um bolo’) entre outras tantas ideias… O que eu quero dizer é que é a presença verdadeira do adulto (pai, mãe…) neste dia da vida da criança, participando e vivendo as situações ao lado dela é que farão o Dia das Crianças ou qualquer comemoração ser significativa, especial e que, com certeza ficará guardada na memória da criança: o ‘presente’ é o quê e o como esse dia foi vivido pela criança!”, orienta.
Por  | Mãe de Salto Alto - reportagem retirada do Yahoo.com.br

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