25 maio 2024

Crianças podem participar da Ceia?

A tradição cristã até pouco tempo não permitia a participação das crianças na ceia, tendo por critério o fato de elas não compreenderem seu real significado. Na IECLB, foi instituído que a confirmação, por volta dos 14 anos, marcava a primeira participação na ceia. Por que, a partir de agora, esta situação tem mudado e as crianças têm sido convidadas a participar da ceia?
Inicialmente, é necessário dizer que a igreja primitiva incluía as crianças no momento da ceia, junto com os adultos. Não havia distinção de idade para celebrar a santa ceia. Esta separação foi posterior. Mas, antes de entrar no mérito da questão, vamos analisar algumas conceituações.

1. O que significa Santa Ceia? É a comunhão dos cristãos a partir do corpo e sangue de Cristo. Ao participar da ceia, estamos recebendo o Corpo e o Sangue de Cristo, que se fazem presentes no pão e no vinho, respectivamente. A ceia deve ser realizada até a volta de Jesus (1 Co 11.26), como sinal do Seu sacrifício que traz perdão de pecados e celebrando a nova vida que Ele nos dá.

2. Quem pode participar da ceia? A rigor, todos que foram batizados e desejam viver com Jesus são convidados a participar da ceia. Se tomarmos como exemplo a última ceia de Jesus Cristo, até mesmo Judas estava presente. Jesus não o excluiu da comunhão, mesmo sabendo que ele iria traí-lo. Porém, em 1 Co 11.27ss, o apóstolo Paulo nos adverte que devemos examinar a nós mesmos, para não tomarmos a ceia indignamente.

3. O que é tomar a ceia indignamente? Tomar a ceia apenas como um ritual e continuar vivendo no pecado, sem arrependimento. Todo aquele que participa da ceia tem o compromisso de viver a partir da Palavra, caso contrário, tomará a ceia para seu próprio juízo e condenação (1 Co 11.29).

Diante destas considerações, podemos concluir que, se as crianças podem receber a Jesus como seu Senhor e Salvador e ter uma vida com Ele, então elas também podem também participar da ceia. Cremos que Jesus ama e veio dar a sua vida por todos, o que inclui as crianças também, por isso elas podem ser convidadas a participar deste momento. Mas, as crianças têm condições de examinarem a si mesmas?

Esta pergunta não tem uma resposta simples. Todo ser humano nasce em pecado (Rm 3.23). Desde bem pequenas as crianças têm a noção de certo e errado, mas elas precisam ser advertidas e corrigidas. Esta noção foi dada pelo próprio Deus, portanto, toda criança deveria ser estimulada a refletir sobre seus erros e a mudar sua conduta segundo a Palavra de Deus.
Todavia, não temos como mensurar a partir de que idade a criança consegue refletir sobre sua vida de fé. Por isso, deve ser incentivado, desde pequenas, o contato com a Palavra, pois é justamente na primeira infância que temos o período de maior desenvolvimento cerebral. A psicologia afirma que a construção do caráter da criança se dá até os 5 anos de idade.
A participação na ceia adquire uma dimensão pedagógica também para as crianças, pois quando ela participa da ceia, os conteúdos de fé podem ser mais facilmente compreendidos. Pelo fato da ceia envolver todos os sentidos (visão, audição, olfato, paladar, tato), pode se tornar um excelente instrumento pedagógico para as crianças assimilarem o sacrifício de Cristo. Pesquisas mostram que a faixa etária de 5 a 15 anos é a idade mais fértil para chegar à fé em Cristo. Por isso, precisamos sem dúvida investir mais esforço na inclusão das crianças na igreja. Se as crianças podem ser batizadas, então também não deveriam ser impedidas de participar da ceia. Mas de maneira nenhuma deve ser oculto o compromisso que esta participação envolve.
Para isso, é necessário que antes da ceia, haja um momento de reflexão que estimule cada pessoa a examinar sua conduta e reconhecer os pecados diante de Deus. As crianças não podem ser excluídas deste momento. O ideal seria que a pessoa que conduz a ceia fale em uma linguagem simples, que a criança possa compreender também.

Lutero, Reformador da Igreja, dizia que os pais são responsáveis pela educação cristã de seus filhos, devendo explicar-lhes os conteúdos da fé . Desta forma, os pais devem decidir sobre a participação das crianças na ceia, pois são responsáveis por estabelecer a comunhão da criança com a Palavra, para que cada vez mais este desejo de conhecer a Deus esteja presente em suas vidas. Mas é preciso que os pais, em primeiro lugar, compreendam o seu significado e também assumam o compromisso que guiarem seus filhos segundo esta Palavra.

Por fim, apesar dos argumentos citados e da convicção de que as crianças também são convidadas à ceia, isso não significa um acesso indiscriminado das crianças a este momento. É preciso primeiramente que elas sejam batizadas, que manifestem o desejo de participar e que seja dialogado com elas a respeito do assunto. Esta tarefa compete, como já foi citado, aos pais e também à igreja.
- por Joseane Elisa Mueller Dutra

19 maio 2019

Como conversar com seu filho, de acordo com a idade


Mais do que ler para a criança ou perguntar "como foi a escola?", estar realmente engajado em bater papo com o seu filho é fundamental para o desenvolvimento da linguagem. Colocar a conversa em prática não requer nenhum tipo de habilidade e, além dos bons momentos em família, traz vantagens para as crianças.

Um estudo publicado por uma equipe do Massachusetts Institute of Technology (Estados Unidos) concluiu que, mais do que ler para a criança, uma simples conversa entre filhos e pais é suficiente para ativar áreas do cérebro responsáveis pelo desenvolvimento da linguagem. “É quase mágico. As conversas ocorrem com mais frequência em famílias de nível socioeconômico elevado, mas as crianças de famílias com menor renda, ou menor nível de educação dos pais, mostraram os mesmos benefícios com o bate-papo caseiro”, diz John Gabrieli, autor da pesquisa.

Aqui, a jornalista Patrícia Camargo, do site colunista da CRESCER, sugere formas de iniciar o diálogo:

De 0 a 1: Narre o que estão fazendo ou vendo: “Vamos tirar a roupa agora e entrar no banho!”

De 1 a 3: Converse sobre o cardápio, a rotina e a programação do dia. Durante a brincadeira, foque no interesse da criança: “O que essa boneca está fazendo?”; “O que você desenhou aqui?”.

De 3 a 6: Proponha jogos de imaginação. A criança vai trazer experiências da escola que vão render um bom papo.

De 6 a 8: Em vez de questões que podem ser respondidas apenas com sim ou não, use a imaginação: “O que fez você dar muita risada hoje?”. Para estimular, conte algo que aconteceu com você também.

17 maio 2019

Ajudando nas tarefas domésticas

Já pensou em ter uma mãozinha a mais nas tarefas domésticas do dia a dia? Já imaginou a criançada lavando a louça, arrumando a cama ou tirando o pó dos móveis? Criança pode ajudar na casa, sim! Se elas dão conta dos jogos e da complexidade da internet, elas também podem guardar os próprios calçados ou escolher a roupa que irão usar. Para isso os pequenos devem ter atividades adequadas para a sua idade.

Pensando nisso, o site "Diirce" preparou uma lista de tarefas domésticas que as crianças podem fazer, de acordo com a idade delas. Olha essa tabela com algumas sugestões:


É importante ter paciência com crianças nesse momento, afinal, elas estão aprendendo a lidar com esse tipo de tarefa. Ajude-as, ensine e sempre elogie, para incentivar que elas continuem com as tarefas. Os pequenos gostam de realizar tarefa de adulto, pois eles sentem que estão crescendo.

Além de ajudar as mamães na organização da casa, fazendo isso, as crianças serão preparadas para se tornarem independentes para a vida adulta. Mas o maior benefício de inserir essas atividades domésticas na rotina dos pequenos será a maior aproximação entre vocês, que trabalharão juntos para um mesmo objetivo.

Gostaram mamães? Vamos chamar as crianças e mão à obra!

Equipe Kidy

06 maio 2019

A importância do culto doméstico

“Culto doméstico” é o momento separado especialmente para adoração a Deus no ambiente familiar. Também chamado de “culto em família” ou “devocional no lar” esse evento consiste na prática diária de leitura bíblica, orações e cânticos em família. Essa prática corrige o erro religioso de se lembrar de Deus apenas nos momentos de crise ou aos domingos. Um dos efeitos do culto doméstico é celebrar a realidade da presença de Deus nos momentos comuns da família.
Conquanto importante, o fato é que o culto doméstico tem sido “um tesouro perdido da maioria do povo de Deus”. A correria diária, os problemas da vida e, sobretudo, as prioridades invertidas dos cristãos tornaram essa prática algo quase esquecido entre as famílias crentes.
Diferente do que algumas pessoas pensam, o culto doméstico não precisa ser um momento “maçante” e “chato”, mas pode ser uma excelente ocasião para edificação espiritual e comunhão familiar. O escritor David Merk, em seu livro, "101 ideias para culto doméstico", sugere alternativas criativas para a integração da fé ao convívio diário da família cristã. Uma das principais teses do autor é que essa atividade não deve ser um “peso ou empecilho” ao convívio familiar. Também, não precisa ser longa e nem necessita ser um momento debate teológico. No momento agradável do culto familiar, Deus é adorado, agradecido e invocado em relação às necessidades diárias dos seus filhos. Nesse sentido, uma criança pode apresentar o nome de um colega da escola por quem ela pede orações, o pai, compartilhar suas dificuldades no trabalho e a mãe, agradecer pelas bênçãos recebidas.
Para aqueles que não têm o costume de realizar o culto doméstico, gostaria de compartilhar algumas razões para começarem a fazê-lo o mais rápido possível. Espero, com isso, persuadi-los a esse respeito.

1 - Deus é digno de ser adorado no contexto familiar. Este é o ensinamento da Bíblia. Embora não haja nenhum comando direto sobre o culto familiar, está implícito nas páginas das Escrituras que os servos de Deus o adoravam primeiramente no ambiente familiar. Por exemplo, quando Isaque perguntou ao seu pai: “Onde está o cordeiro para holocausto?” (Gn 22.7), ele sabia que algo estava faltando na adoração, porque Abraão já havia instruído o filho naquela prática cúltica. Também, Jó conduzia seus filhos à realização de sacrifícios logo após qualquer um deles organizar um banquete e isso ele o fez “continuamente” (Jó 1.5). Ainda é possível se lembrar do mandamento de Deus aos pais para inculcar sua Palavra aos seus filhos em toda oportunidade de convívio familiar (cf. Dt 6.6-9). No Novo Testamento, encontramos o apóstolo Pedro exortando os maridos a tratarem suas esposas “com dignidade”, a razão por ele apresentada foi “para que não se interrompam as vossas orações” (1Pe 3.7). Nesse sentido, ele não se referia apenas à oração do marido, mas à oração mútua do casal. Aparentemente, o apóstolo assumiu que os casais oravam juntos em casa. A verdade é que as Escrituras indicam que os servos de Deus o adoravam no ambiente familiar desde os tempos mais remotos. Assim, essa prática deve fazer parte do cotidiano daqueles que professam temer o Senhor.

2 - Esse é um excelente momento para comunicar o evangelho diariamente aos membros da família. Todos temos a necessidade de “pregar o evangelho uns aos outros”. O culto doméstico nos oferece uma excelente oportunidade de fazer isso. Se você tem filhos, você está seguro de que eles compreendem claramente a mensagem do evangelho? Ainda que eles já tenham realizado sua pública profissão de fé, você tem certeza de que eles conseguem integrar a fé cristã às suas atividades diárias? Por outro lado, todos sabemos que dependemos uns dos outros e das orações uns pelos outros. Que melhor momento você poderia pedir para alguém de sua família orar por você? Que melhor ocasião poderia perguntar a alguém quais são suas necessidades de intercessão? Não presuma que outras pessoas de sua família irão facilmente, e em todo o momento, compartilhar suas lutas e necessidades com você se elas não tiverem o ambiente e liberdade para isso. O culto doméstico auxilia nesse sentido.

3 - Essa é uma boa ocasião para seus filhos verem o exemplo espiritual positivo e contínuo de seus pais na vida real. Geralmente, durante a vida diária em sua casa, os filhos vêm os piores momentos de seus pais. Eles testemunham até as ocasiões que seus pais não estão agindo como cristãos, quando não estão descansando em Deus e nem depositando sua esperança nele. Certifique-se de que eles também tenham a oportunidade de testificar a devoção e a fé dos mesmos quando estão contritos diante de Jesus e desejosos de aprender da Palavra de Deus. O culto doméstico pode ser uma oportunidade para isso. Em outras palavras, ofereça a oportunidade de seus filhos observarem como seus pais são homem e mulher que sabem que são imperfeitos e pecadores, mas que estão dispostos a serem corrigidos pelos ensinamentos bíblicos e terem um lar onde Cristo é o centro. Deixe claro a eles que seus pais não são hipócritas, que divorciam sua vida diária da fé dominical, mas pessoas que regularmente recorrem ao Senhor em adoração, tanto para obterem graça, quanto para receberem correção. O culto doméstico é um momento onde pecadores redimidos se humilham diante de Jesus e reconhecem sua dependência dele. Dessa maneira, logo perceberemos que essa ocasião também promove a confissão, o perdão e a restauração de que toda família saudável necessita.
Concluindo, não deveria ser necessário tentar persuadir cristãos quanto à importância do culto doméstico, mas como a prática se tornou tão rara, é possível que alguns necessitem ser lembrados de algumas razões em relação à essa prática. Se esse for o seu caso, espero ter atingido meu propósito e que você comece a realizar esse culto o mais rápido possível.
Pr. Valdeci Santos

26 abril 2018

4 dicas para educar os filhos no caminho de Deus

Você já reparou no quanto o mundo de hoje está mudado? O quanto nossas famílias têm hábitos e valores diferentes de 20 anos atrás? Mudou bastante né?! Mas, muitas vezes, esquecemos que as nossas crianças também estão diferentes.

O que mudou no mundo?

A percepção que temos do mundo depende muito de nossas experiências. Por exemplo, uma pessoa mais velha enxergará mudanças muito maiores no mundo, pois ela viveu várias gerações. Ela verá o quanto a economia e os valores morais mudaram, a forma com que se ganha e gasta dinheiro, o modo com que os outros se relacionam por meio da internet, etc. Mas para uma criança, nada mudou, já que ela só conhece o mundo dela e o que os adultos a ensinam. Daí vemos o quanto é tão importante educarmos da maneira correta.

As famílias também mudaram

De certo forma, a família continua a mesma, tendo como base o casamento e os filhos que formam a sociedade. Mas, se formos parar para analisar, a estrutura familiar tem sido abalada por vários motivos e quero citar três deles:

1) As relações conjugais estão menos estáveis

Os números são claros: o índice de divórcio no Brasil cresceu 45% na última década. Com isso, teremos crianças com menos equilíbrio emocional para enfrentar as crises da vida

2) Os pais estão convivendo menos com os filhos

Os pais têm estado cada vez mais no mercado de trabalho, seja para prover o sustento da família ou para acumular bens. Como consequência, os pais têm tido negligenciado a formação moral e espiritual de seus filhos.

3) Os filhos estão cada vez mais independentes

A tendência é que os filhos aprendam a se virar sozinho cada vez mais e serem menos ouvidos em relação aos seus gostos, sonhos e escolhas de profissões e relacionamentos. Com isso, os amigos, internet e outros meios de comunicação, serão os seus professores, fazendo com que os valores familiares percam a força.

As crianças também mudaram

Os pais mudaram mais do que os filhos, porém, houve mudanças no jeito de ser criança ou adolescente. Uma delas é que as etapas têm sido queimadas, fazendo com que a criança se torne adulta mais cedo, tendo que lidar com questões difíceis da vida, enquanto deveriam ficar apenas brincando. No entanto, é importante lembrar que até começar uma vida independente, a criança precisa de alimentação e muitos outros cuidados que só a família pode proporcionar.

A importância de educar os filhos nos caminhos de Deus

É por causa destas mudanças que precisamos estar atentos aos valores de Deus, que são imutáveis e foram criados para a nossa felicidade. A Bíblia diz que os mandamentos de Deus não são penosos (1João 5:3) e servem para nos conduzir a uma vida de paz e alegria verdadeira. A sociedade diz que cada um sabe o que é bom para si, mas só Deus, que nos criou, pode dizer o que realmente é melhor para cada um de nós.

Infelizmente, as crianças de hoje aprendem que elas precisam ser felizes a qualquer custo, mesmo que isso as faça quebrar compromissos com Deus e com as pessoas. Elas aprendem também que têm o direito de viver sua sexualidade na intensidade que quiser, com quem quiser, mesmo que seja com alguém do mesmo sexo. Elas são educadas a escolher sua própria religião ou não seguir nenhuma, já que "todos caminhos levam a Deus". Mas será que isso é verdade? Pelo que lemos na Bíblia, somente Jesus Cristo é o caminho que nos leva a Deus e pode nos dar a salvação eterna.

Agora tente imaginar a confusão que acontece na mente das crianças. Os valores do mundo parecem ser bem mais atrativos para elas, e por isso, desde os primeiros livros da Bíblia, vemos a responsabilidade de educar os filhos no caminho de Deus, pois só eles conduzem a uma vida abençoada. Um dos textos mais claros está em Deuteronômio 6.1-9:"Esta é a lei, isto é, os decretos e as ordenanças, que o Senhor, o seu Deus ordenou que eu lhes ensinasse, para que vocês os cumpram (...) Desse modo vocês, seus filhos e seus netos temerão ao Senhor, o seu Deus, e obedecerão a todos os seus decretos e mandamentos, que eu lhes ordeno, todos os dias da sua vida, para que tenham vida longa (...) Ouça, ó Israel: O Senhor, o nosso Deus, é o único Senhor. Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças. Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração. Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar. Amarre-as como um sinal nos braços e prenda-as na testa. Escreva-as nos batentes das portas de sua casa e em seus portões" (Deuteronômio 6:1-9).

Diante desta passagem, quero compartilhar 4 dicas para você ensinar seus filhos a obedecerem a Deus e terem uma vida bem sucedida:

1) Você deve viver e ensinar esses valores

Os valores de Deus nos foram deixados para vivermos e ensinarmos nossos filhos. O versículo 1 diz: "Esta é a lei, isto é, os decretos e as ordenanças, que o Senhor, o seu Deus ordenou que eu lhes ensinasse, para que vocês os cumpram (...)" (Deuteronômio 6:1).

Então não fuja desta responsabilidade! A escola e a igreja têm suas responsabilidades, mas não pense que os seus filhos irão aprender esses valores lá, se vocês não derem o exemplo dentro de casa. Por exemplo: um filho nunca irá se interessar pela leitura da Palavra se não ver os pais lendo a Bíblia em casa. É por isso que a Bíblia recomenda: "Ensina a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele" (Provérbios 22:6). Viver os valores eternos de Deus não é fácil, mas não podemos desistir. Mesmo contra a "enxurrada" de informações erradas, devemos escolher viver e ensinar os valores que Deus nos deixou na Sua Palavra.

2) Cuide de sua saúde emocional e espiritual

Você sabia que o clima dentro de casa depende quase 100% de como os pais estão emocionalmente? Por isso, não desconte seus problemas nos seus filhos. Lembre-se que você pode até esquecer dos momentos de nervosismo, mas eles podem ficar marcados para o resto da vida.

A sua saúde espiritual também é muito importante na criação dos filhos. Por exemplo, se você dá muita importância às coisas de Deus, seus filhos irão querer fazer o mesmo. Se seus filhos veem você lendo a Bíblia e orando, eles vão entender que isso é fundamental.

3) Priorize a formação dos seus filhos

Se você é daqueles que gosta de fazer as coisas de qualquer jeito, então não seja pai ou mãe, pois cuidar dos filhos é um trabalho para a vida toda. Veja o que a Bíblia diz: "Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar" (Deuteronômio 6:7).

Perceba nesta passagem que a educação deve envolver as situações cotidianas, incluindo a comunhão no lar ("quando estiver sentado em casa"), os lugares onde você vai ("quando estiver andando pelo caminho") e quando se deitar e quando se levantar. A preocupação em educar os filhos no caminho de Deus deve acontecer o tempo todo, pois a escola, a televisão, as amizades, a internet, etc, expõem valores que na maioria das vezes não condizem com os ensinamentos bíblicos. Educar o caráter é o principal investimento que você pode fazer por seus filhos! O resto (conhecimento, dinheiro, carreira, etc) ele pode aprender com o tempo.

Se você for um cristão de verdade em casa, você terá feito metade do serviço. A outra parte é concluída com suas palavras. Por isso, ensine seus filhos a amar ao próximo, orando por aqueles que eles não tem afinidade, etc. Ensine-os a ler a Bíblia, lendo junto com eles. Ensine-os a serem generosos dando bons exemplos de generosidade. Ensine-os a valorizar a igreja, sempre destacando os aspectos positivos de se viver em comunhão com os irmãos.

4) Encontre maneiras criativas de educar seus filhos

Repare no versículos 8 e 9: "Amarre-as como um sinal nos braços e prenda-as na testa. Escreva-as nos batentes das portas de sua casa e em seus portões"(Deuteronômio 6:8,9).

Geralmente, aprender os valores da vida é visto pelas crianças e adolescentes como algo chato e cansativo. Por isso é tão importante que você encontre formas de tornar este aprendizado agradável. Verifique quais são os seus dons e facilidades, por exemplo: se você sabe contar histórias da Bíblia, que ensinem bons valores, faça isso. Compre livros e filmes que contenham valores eternos e converse sobre o que viram. Leve-os para um passeio no praça ou no parque e tente incluir as mensagens que você quer passar, no contexto em que vocês estiverem.

Fazendo isso, você entenderá o quanto este versículo é real: "Ensina a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele" (Provérbios 22:6)

Mães de joelhos, filhos de pé

Quanto tempo faz que você ora pelos seus filhos?

Conta-se a história de uma mãe chamada Mônica que orou pelo seu filho por longos trinta anos. Os historiadores contam que nenhum dia se quer, a senhora Mônica deixava de orar e colocar seu filho diante de Deus. Após trinta anos de intensa oração seu filho se converteu ao cristianismo e tornou-se um dos nomes mais importantes do Cristianismo. Sabe de quem estou falando? “Agostinho de Hipona”

Agostinho de Hipona, mais conhecido como Santo Agostinho, foi um exemplo de cristão vindo a tornar-se um dos líderes mais influentes e com isso deixando um legado muito importante de escritos e ensinos as próximas gerações de cristãos.

Aplicação da reflexão

O que esta história nos ensina? O que podemos aprender com essa mãe chamada de Mônica?

Eu aprendo que devemos orar sempre e nunca desfalecer, Lucas 18:1. Eu aprendo que DEUS ouve nossas orações e, ao Seu tempo, ELE atende as nossas preces. Eclesiastes 3, Mateus 7:11, Efésios 6:18, I Tessalonicenses 5:17

“Peçam, e será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta será aberta. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e àquele que bate, a porta será aberta. Mateus 7:7-8

Assim como Mônica, milhares de mães espalhadas pelo nosso país tem dobrado seus joelhos todos os dias em favor de seus filhos. Elas sabem o que isso significa no mundo espiritual. A oração é uma arma poderosa disponibilizada por DEUS 24 horas do dia para o cristão. Quando a mãe coloca-se de joelho abre-se então um diálogo com aquele que pode todas as coisas. Deus ouve, Deus age em Seu tempo. Muitas vezes o tempo de Deus não coincide com o nosso, mas Ele age, Ele responde, pode ter certeza disso. Romanos 8:31, Isaías 43:13

Na história acima vemos que DEUS respondeu a oração daquela mãe, salvou e transformou a vida daquele jovem chamado Agostinho. Quem sabe Mônica tivesse orado por uma transformação instantânea e imediata de seu filho; mas Deus respondeu, porém no tempo determinado por ELE.

Não desistam de seus filhos

Orar por seu filho ou sua filha é uma tarefa da qual nenhuma mãe pode abrir mão. Nina Targino, coordenadora nacional do movimento Desperta Débora, não só sabe disso como explica com rara simplicidade e especial clareza por que é indispensável perseverar na oração e jamais desanimar.

Se você é mãe, tenha a certeza de que, ao dobrar os joelhos em favor dos filhos, você contribui decisivamente no mundo espiritual para que eles tenham toda a atenção de que precisam. Mais do que isso: para que eles sejam conduzidos ao encontro da misericórdia salvadora de Cristo, o único capaz de estender a chave da graça e abrir as portas da eternidade. Por isso, um pai ou uma mãe jamais pode se conformar em atravessar a vida sem uma rotina de intercessão em favor de quem mais ama.

Trinta anos de oração fez com que o Agostinho fosse guardado, protegido, trabalhado pelo Espirito Santo até o dia que ele teve um encontro com a maravilhosa graça de Deus.

Quanto tempo faz que você ora pelos seus filhos?

Não sei quanto tempo, mãe, você tem orado pelo seu filho, mas uma coisa eu te digo: Não desista, não retroceda nessa guerra espiritual. Se DEUS tem guardado, e livrado até aqui seu filho, é porque você tem se colocado de joelhos em seu favor. Receba isso como resposta de DEUS e continue, não baixe a guarda em nenhum momento. Não pare, não desista, prossiga de joelhos, para que eles permaneçam de pé.

A guerra está travada: de um lado está você de joelhos buscando por seu filho, e do outro lado o mundo, as drogas, o diabo. Mas a vitória é certa, pois maior é quem está em nós do que quem está no mundo. A vitória já é certa em nome de JESUS.

Filhinhos (MÃES), sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo. 1 João 4:4

18 outubro 2017

Quanto tempo uma criança pode ver televisão ao dia?

Exposição demasiada diante da televisão diminui a capacidade de concentração das crianças. Duas horas por dia diante da tela aumentam o risco de transtornos de atenção. As últimas investigações revelam que os videogames também diminuem a capacidade de atenção. Pesquisadores da Nova Zelândia analisaram pela primeira vez os efeitos cognitivos a longo prazo das horas passadas diante da televisão na infância. Seus resultados indicam que o rendimento escolar pode ser refletido na adolescência.

As crianças que ficam mais de duas horas por dia diante da TV, quando cursam o primário, têm mais dificuldades de concentração ao chegar ao ensino médio do que aqueles que veem pouca televisão. Assim demonstra o primeiro grande estudo que analisou os efeitos a longo prazo do abuso da televisão na infância sobre a capacidade de atenção.

Dificuldades de concentração e a TV

"Nosso estudo sugere que os pais deveriam tomar medidas para limitar o número de horas que seus filhos assistem televisão”, declarou por correio eletrônico, Bob Hancox, diretor do estudo, da Universidade de Otago (Nova Zelândia).

Segundo os resultados apresentados na revista médica Pediatrics, as crianças que veem menos de duas horas à televisão por dia na infância, não aumentam seu risco de sofrer transtornos de atenção na adolescência. Mas a partir da terceira hora, o risco aumenta cerca de 44% por cada hora adicional que se passa cada dia diante da TV. “Os efeitos foram especialmente encontrados em crianças que assistiam à TV mais de três horas diárias”, destaca Hancox.

Crianças pequenas que passam mais de duas horas por dia assistindo à televisão correm duas vezes mais risco de desenvolver asma, de acordo com um estudo britânico publicado na revista de medicina respiratória Thorax. Os cientistas dizem, contudo, que o problema se deve menos à TV em si e mais ao estilo de vida sedentário ligado ao hábito de assisti-la.

O estudo da Universidade de Otago (Nova Zelândia), se baseou em 1.037 meninos e meninas, que foram examinados a cada dois anos desde os cinco aos quinze anos como marco da pesquisa sobre desenvolvimento infantil e saúde.  Entre outras perguntas, pediu-se aos pais e crianças que dissessem quanto tempo assistiam televisão. Para avaliar se sofriam algum problema de déficit de atenção, perguntou-se aos menores, assim como aos seus pais e professores, se somente conseguiriam manter-se atentos durante um tempo anormalmente curto, se tinham uma baixa capacidade de concentração ou se distraíam com facilidade.

Por exemplo, fizeram perguntas como: “Quando alguém fala contigo, custa prestar atenção a ela?”; “Ocorre com frequência começar os deveres e não terminar?”; “Você custa fazer os deveres se existem ruídos, ou algum tipo de atividade física na casa?”. Estudos anteriores detectaram que o abuso da televisão na infância implica em problemas de déficit de atenção mesmo que ainda cursem o primário. Mas nenhum grande estudo havia analisado até agora se esses problemas perduravam até a adolescência. “Nossos resultados indicam que os efeitos da televisão sobre a capacidade de atenção são duradouros”, afirma Bob Hancox. Esses efeitos a longo prazo, foram comprovados em jovens que reduziram as horas de televisão antes de chegar ao ensino médio, mas os que apresentavam problemas relacionados com o abuso da TV na infância, se mantiveram.

Os pesquisadores alertam contra o costume de algumas famílias de ligar a televisão para que as crianças fiquem tranquilas, por exemplo, na hora do café da manhã. “A esses pais eu lhes diria que tratem de reduzir as horas diante da TV”, declara Hancox. “Além de tudo, as crianças conseguiam se entreter durante milhares de anos antes que a televisão fosse inventada”.

Efeitos dos videogames e computadores nas crianças

O estudo não analisou os efeitos dos videogames e dos computadores sobre o desenvolvimento das crianças e adolescentes porque a coleta de dados se iniciou antes do auge dessas novas formas de entretenimento. Mas os pesquisadores consideram que seus efeitos podem ser similares aos da televisão, porque o limite de duas horas diárias deve incluir todas as formas de ócio audiovisual somadas. Assim, se uma criança passa uma hora com videogame, não é aconselhável que assista televisão mais de outra hora no mesmo dia.

Os dados do estudo não deixam claro de que modo o excesso de televisão afeta a capacidade de atenção, mas apontam várias hipóteses. Umas das que apresentam como mais provável é que as imagens televisivas, com seus estímulos constantes, podem fazer que, em comparação à vida real, pareça monótona, de modo que as crianças tendam a se aborrecer diante de atividades que têm ritmos mais lentos como assistir aula ou fazer os deveres. Outra possível explicação é que o cérebro infantil, ainda em formação, desenvolva-se de maneira inadequada ao serem estimulados em excesso pelas rápidas sucessões de imagens dos programas de televisão. Existem ainda outras possibilidades: pode ser que ver televisão substitua outras atividades que favoreçam a capacidade de atenção, como ler, brincar ou praticar algum esporte, ou que a televisão favoreça a falta de atenção porque um pode sempre retomar o fio do programa mais tarde, ou que as crianças desatentas tenham mais preferência em ver televisão do que aquelas que não têm problemas de déficit de atenção. Ou todas juntas.

Em todo caso, a pesquisa não detectou que o abuso de televisão na infância afete ao risco de sofrer hiperatividade, a não ser unicamente aos transtornos de atenção. “Próximas investigações deverão clarear os possíveis mecanismos pelos quais a televisão cause problemas de atenção”, escrevem os pesquisadores no Pediatrics.

Tempo total passado diante da TV

Os autores do estudo reconhecem que alguns programas de televisão são educativos e benéficos para as crianças. Mas “o tempo total passado diante da TV no nosso estudo, associa-se com piores resultados educativos, assim que está claro que a maior parte da televisão que as crianças assistiram, foi contraproducente para a educação”, adverte Hancox. Além disso, completa, “os efeitos da televisão sobre a capacidade de atenção podem não ter nada a ver com os conteúdos, mas estar relacionados com as bruscas mudanças de cena, característicos da TV; se isso é assim, inclusive os programas educativos, em excesso, seriam negativos para a capacidade de atenção”.

Comportamentos violentos, condutas sexuais de risco, baixo rendimento acadêmico, escassa auto-estima corporal, nutrição desequilibrada, obesidade e consumo de drogas, encabeçam a lista de problemas derivados de um consumo excessivo ou inadequado de programas de televisão na infância e na adolescência, adverte a Academia Americana de Pediatria (AAP).

02 maio 2017

O propósito de Deus para a família



"Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; Se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela" (Salmos 127:1).

Deus nos criou e designou o casamento e a família como a mais fundamental das relações humanas. Em nosso mundo de hoje em dia, vemos famílias atormentadas pelo conflito e arrasadas pela negligência e o abuso. O divórcio tornou-se uma palavra comum, significando miséria e dureza para os múltiplos milhões de suas vítimas. Muitos homens jamais aprenderam a ser esposos e pais devotados. Muitas mulheres estão fugindo de seus papéis dados por Deus. Pais que não têm nenhuma idéia de como preparar seus filhos estão assim perturbados pelo conflito com seus rebentos rebeldes. Outros simplesmente abandonam seu dever, deixando filhos sem qualquer preparação ou provisão.

Para muitas pessoas, hoje em dia, a frase familiar e confortadora "Lar, Doce Lar" não é mais do que uma ilusão vazia. Não há nada doce ou seguro num lar onde há o abuso, a traição e o abandono.

Haver  uma solução? Poderemos evitar tais tragédias em nossas famílias? Poderão os casais jovens manter o brilho do amor e do otimismo décadas depois de fazerem os votos no casamento? Haverá esperança de recuperação dos terríveis erros do passado?

A resposta para todas estas perguntas é SIM! As soluções raramente são fáceis. A construção de lares sólidos não acontece por pura sorte. Somente pelo retorno ao padrão de Deus para nossas famílias poderemos começar a entender as grandes bênçãos que ele preparou para nós em lares construídos sobre a rocha sólida da sua palavra. Consideremos brevemente alguns princípios básicos ensinados na Bíblia sobre a família.

O Propósito Básico de Deus para a Família

Quando temos dificuldade com a geladeira, entendemos que o fabricante, que escreveu o manual do usuário, sabe mais sobre o aparelho do que nós. Lemos o manual para resolver o problema. Quando vemos tantos problemas nas famílias de hoje, só faz sentido que nosso Criador, que escreveu o "manual do usuário", sabe mais a respeito da família do que nós. Precisamos ler o manual para achar como construir e manter bons lares. Encontramos estas instruções na Bíblia. Ela nos guia em cada aspecto do serviço a ele, incluindo a realização de nossos papéis na família.

• Casamento

A família começa com o casamento. Quando Deus criou Adáo e Eva, ele revelou seu plano básico para o casamento: "Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne" (Gênesis 2:24). Este plano é claro. Um homem ligado a uma mulher. Milhares de anos mais tarde, Jesus afirmou que este ainda é o plano de Deus. Ele citou este versículo e acrescentou: "Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem" (Mateus 19:6). Este casamento é uma relação para toda a vida. Somente a morte deve cortar este laço (Romanos 7:1-3).
Deus aprovou as relações sexuais somente dentro do casamento. Não há nada de mal ou impuro sobre as relações sexuais dentro de um casamento aprovado por Deus (Hebreus 13:4). Esposos e esposas têm a responsabilidade de satisfazer os desejos sexuais (dados por Deus) aos seus companheiros (1 Coríntios 7:1-5).
Todas as outras relações sexuais são sempre e absolutamente erradas. Relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo são absolutamente proibidas por Deus (Romanos 1:24-27; 1 Coríntios 6:9-11). Deus não criou Adão e João. Ele fez uma mulher, Eva, como uma parceira apropriada para Adão. As relações sexuais antes do casamento, mesmo entre pessoas que pretendem se casar, são condenadas por Deus (1 Coríntios 7:1-2, 8-9; Gálatas 5:19). As relações sexuais extraconjugais são também claramente proibidas (Hebreus 13:4).

• Filhos

Casais assim unidos diante de Deus pelo casamento gozam o privilégio de terem filhos. Deus ordenou a Adão e Eva e aos filhos de Noé que tivessem filhos (Gênesis 1:28; 9:1). Ainda que nem todas as pessoas tenham que se casar, e que nem todas terão filhos, é ainda o plano básico de Deus que os filhos nasçam dentro de famílias, completas com pai e mãe (1 Timóteo 5:14). Em lugar nenhum da Bíblia encontramos autorização para uma mulher ter relações sexuais para conceber um filho, antes ou sem casamento. A paternidade solteira, que está se tornando moda em nossa sociedade moderna é um afastamento do plano de Deus que terá  sérias consequências para as gerações vindouras.

Papéis Dados por Deus Dentro da Família

Dentro desta estrutura do propósito Divino, consideremos os papéis que Deus atribuiu aos homens, mulheres e filhos.

• Homens: Esposos e Pais

A responsabilidade dos esposos é bem resumida em Efésios 5:25: "Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela". O esposo tem que colocar as necessidades de sua esposa acima das suas próprias, mostrando devoção desprendida aos melhores interesses da "parte mais frágil" que necessita da sua proteção. Ele tem que trabalhar honestamente para prover as necessidades da família (2 Tessalonicenses 3:10-11; 1 Timóteo 5:8).
Os pais são especialmente instruídos por Deus para preparar seus filhos na instrução e na disciplina do Senhor (Efésios 6:4). Este é um trabalho sério e, às vezes, difícil, mas com resultados eternos! Os espíritos de seus filhos existirão eternamente, ou na presença de Deus ou separados dele. A maior meta de um pai para seus filhos deveria sempre ser a salvação eterna deles.

• Mulheres: Esposas e Mães

Uma esposa tem um papel muito desafiador no plano de Deus. Ela tem que complementar seu esposo como uma auxiliar submissa, que partilha com ele as experiências da vida. As pressões da sociedade moderna para rejeitar a autoridade masculina não obstante, a mulher devota aceita seu papel como aquela que é cuidadosamente submissa ao seu esposo (Efésios 5:22-24; 1 Pedro 3:1-2). As mulheres de hoje em dia que rejeitam este papel dado por Deus estão na realidade difamando a palavra dele (Tito 2:5).
Deus instrui as mulheres para mostrarem terna afeição aos seus esposos e filhos, e a serem honestas e fiéis donas de casa (Tito 2:4-5). Apesar dos esforços de algumas pessoas para desvalorizar o papel das mulheres que são dedicadas a suas famílias, Deus tem em alta estima a mulher que é uma boa dona de casa e uma amorosa esposa e mãe. Tais mulheres devotas são também dignas de respeito e apreciação de seus esposos e filhos (Provérbios 31:11-12,28).

• Filhos: Seguidores Obedientes

Deus também definiu o papel dos filhos. Paulo revelou em Efésios 6:1-2 que os filhos deverão:

1. Obedecer a seus pais. Deus colocou os pais nesta posição de autoridade e os filhos têm que respeitá-los. Muitas pessoas consideram a rebeldia de uma criança como uma parte comum e esperada do "crescimento", mas Deus coloca-a na lista com outros terríveis pecados contra ele (2 Timóteo 3:2-5).

2. Honrar seus pais. Os pais que sustentam, instruem e preparam seus filhos devem ser honrados. Jesus mostrou que esta honra inclui prover as necessidades dos pais idosos (Mateus 15:3-6).

Lares Piedosos Nestes Dias?

É, frequentemente, muito difícil corrigir anos ou mesmo gerações de erros. Mas está claro que o único modo pelo qual podemos esperar ter boas famílias construídas nos princípios divinos é voltar ao plano que Deus tem revelado. Temos que estudar a Bíblia, aprender estes princípios, aplicá-los em nossas vidas, e ensiná-los aos nossos filhos e aos outros. Lembre-se, os benefícios serão eternos!

Você está construindo seu lar sobre a fundação da palavra de Deus?
- por Dennis Allan

11 agosto 2016

Recursos para maternal: nos passos de Jesus até a páscoa

NOS PASSOS DE JESUS

E disse Jesus: "Sigam-me, e eu os farei pescadores de homens". No mesmo instante eles deixaram as suas redes e o seguiram". - Mateus 4:19-20

Atividade: colocar os pés sobre uma folha branca com tinta.
- materiais necessários: papel branco e tinta guache.



JESUS E SEUS DISCÍPULOS

Disse Jesus: "Se vocês permanecerem firmes na minha palavra, verdadeiramente serão meus discípulos" - João 8:31

Atividade: Colocar todos os discípulos de Jesus dentro de uma caixa de ovos completando os doze lugares ou colorir a folha com Jesus e seus doze discípulos.
- materiais necessários: 1 fôrma de ovos e figuras dos discípulos.

 


OS SÍMBOLOS DA VERDADEIRA PÁSCOA: PÃO E VINHO

"Tomando o pão, deu graças, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: "Isto é o meu corpo dado em favor de vocês; façam isto em memória de mim". Da mesma forma, depois da ceia, tomou o cálice, dizendo: "Este cálice é a nova aliança no meu sangue, derramado em favor de vocês" - Lucas 22: 19-20

Atividade: Decorar o pão e o vinho dentro de um prato de papel.
- materiais necessários: prato de papel, figura do pão e vinho, e cola com glitter colorida.



OS SÍMBOLOS DA VERDADEIRA PÁSCOA: O CORDEIRO

Quando viu Jesus passando, disse: "Vejam! É o Cordeiro de Deus" - João 1:36

Atividade: fazer uma ovelha.
- materiais necessários: prato branco rendado, cola ,cabeça e penas de ovelha feitas com papel preto, e olhos. 



SÍMBOLOS DA VERDADEIRA PÁSCOA : A CRUZ

Então ele chamou a multidão e os discípulos e disse: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me" - Marcos 8:34

Atividade: fazer a cena das cruzes.
- materiais necessários: prato de papel, desenho de três cruz feita em um papel preto e cola



SÍMBOLOS DA VERDADEIRA PÁSCOA: JESUS

"Não tenham medo", disse ele. "Vocês estão procurando Jesus, o Nazareno, que foi crucificado. Ele ressuscitou! Não está aqui. Vejam o lugar onde o haviam posto" - Marcos 16:6

Atividade: fazer Jesus saindo da tumba em um copo de papel.
- materiais necessários: copo de papel, palito de picolé, figura de Jesus e cola

03 agosto 2016

Recursos para Maternal - criação de Deus ao nascimento de Jesus

 DEUS CRIOU O MUNDO

- atividade manual: Fazer um pequeno livro com os dias da criação
(materiais necessários: papel cartão preto, figuras sobre a criação e cola)

DEUS CRIOU A FAMÍLIA

- atividade manual: colocar dentro da casa todos os membros da sua família.
(materiais necessários: papel cartão branco, cola e figuras de pessoas)



DEUS ME AMA

- atividade manual: vestir roupas na menina e no menino.
(materiais necessários: Dois bonecos de EVA, cola  e roupas feitas de papel)


DEUS NOS DEU UM PRESENTE

atividade manual: Decorar pequenas caixas de presente ou decorar cartões .
(materiais necessários: caixas pequenas, papel dourado, cola, fita e corações para decorar)
                                                                                                
(Modelo de cartão)


O NASCIMENTO DE JESUS

- atividade manual: fazer uma casinha com palito de picolé e montar um pequeno presépio.
(materiais necessários: palitos de picolé, cola, barbante ou fita e uma figura de um presépio)

JESUS NASCEU...CHEGOU O NATAL! 

- atividade manual: colocar tinta nas mãos das crianças e por sobre o papel, em seguida colar por cima o menino Jesus.
(materiais necessários: tinta marrom, papel branco e uma figura de um bebê)

09 junho 2016

6 valores importantes para ensinar às crianças desde cedo

Não é segredo para ninguém: educar uma criança é difícil. Requer persistência e dedicação dos pais, principalmente para ensinar valores importantes para o futuro dos pequenos, como amor próprio, autocontrole, respeito ao próximo e honestidade. O aprendizado não acontece da noite para o dia, e sim ao longo da vida, segundo a pedagoga Isabel Parolin, de Curitiba. Daí a importância de persistir nas mensagens que deseja transmitir e repetir mil vezes cada não, por mais difícil que seja.

"A família tem um papel extremamente importante na formação do indivíduo, mas há influências de outras pessoas, como professores, avós, babás... E elas podem ser positivas ou negativas", explica a educadora Claudia Coelho Hardagh. Veja, então, a descrição de cada valor e como ensiná-los aos pequenos desde cedo:

1. Amor próprio

Amor próprio pode ser identificado como sentimento de autopreservação, que impede que as pessoas se envolvam em situações de perigo que possam ameaçar o equilíbrio emocional delas. Nas crianças, é algo mais sutil, tem a ver com a construção da autoestima e da confiança da própria capacidade para enfrentar diferentes situações.

Na prática: Tudo isso é adquirido por meio de elogios e incentivos para enfrentar as dificuldades. E, perante alguma situação em que a criança agiu de forma errada, é importante criticar o comportamento dela, pontualmente, e não sua personalidade, de forma geral. “O mesmo vale para os elogios: tanto a falta quanto o excesso só atrapalham”, diz Isabel.

2. Autocontrole

É a capacidade de controlar, racionalmente, as reações ligadas a emoções, afetos e sentimentos. É por meio do autocontrole que a criança descobre seus limites, elege prioridades e traça suas metas e seus objetivos.

Na prática: Ensiná-las a ter autocontrole, porém, não é fácil. Você precisará enfrentar a fase da birra, persistindo com sua opinião e forma de educar. Se a criança agir errado e fizer manha, converse, mostre em que ela errou e coloque-a para pensar. Exija que ela peça desculpas, mas que entenda o motivo de ter que se desculpar. Tenha em mente que bater não resolve em nada o problema, ok?

3. Escolha

Desde bem cedo, é importante mostrar para a criança que ela não pode ter tudo o que quer e, por esse motivo, deve praticar o exercício da escolha, seja em relação a suas vontades, seja no que se refere a objetos, brinquedos etc. "Ensine ao pequeno que uma escolha é sempre, também, uma perda: 'Lembra que você escolheu isso? Então é isso que você terá'", sugere Isabel. O exercício de escolhas está ligado ao de autocontrole. Se a criança chorar, fizer birras, será preciso acalmá-la para explicar os prós e os contras de sua decisão.

Na prática: É muito comum, na fase de 3 a 4 anos, a criança ter dificuldade de dividir seus brinquedos e não emprestar para seus amigos. Essa é a oportunidade para mostrar que ela pode escolher dividir suas coisas ou ficar sozinha, sem amigos. “Explique que fazer acordos é algo admirado pelas pessoas e que vale a pena”, diz Claudia.

4. Honestidade

Não há uma definição única para a honestidade. É um valor ético, fundamental para o convívio social. Ensinar à criança o que é honestidade leva tempo e depende de suas próprias atitudes, exemplos e conversas.

Na prática: É comum crianças pegarem objetos, brinquedos dos coleguinhas da escola e levarem para casa. "Isso ocorre porque não há entendimento de propriedade, até porque, na escola ou no clube, brincam com tudo sem perceber que os objetos pertencem a alguém", explica Claudia. Cabe aos pais mostrar que aquilo não é da criança, fazerem com que ela perceba o erro e devolva o objeto, pedindo desculpas. Esse processo deve ser educacional, e não um castigo causador de brigas. "Se a atitude persistir, a conversa pode ser mais rígida", orienta Claudia.

5. Jogo de cintura

O jogo de cintura nada mais é do que ter flexibilidade, ou seja, capacidade de driblar situações de conflito. Para as crianças, é preciso ensinar seu significado desde cedo para que aprendam que suas vontades não serão sempre atendidas, mas que, ainda assim, terão escolhas e devem agir educadamente.

Na prática: Você não conseguirá ensinar seu filho a ter jogo de cintura se perde a paciência a cada problema que aparece. Seu exemplo o fará compreender como ele deve agir quando acontece algo que não o agrada, por isso, não seja tão rígida em seus pontos de vista. No convívio familiar, é importante ter (e mostrar) tolerância. "Brigas constantes, gritos e agressões verbais demonstram a falta de jogo de cintura", avisa Claudia.

Outro exercício, segundo Isabel, é contar para a criança um erro que você cometeu e o que você fez para remediá-lo. "Eu errei o nosso omelete. Agora a mamãe vai fazer o seguinte, vamos transformar isso em uma farofa", exemplifica.

6. Respeito

Respeito com os mais velhos, com os "diferentes", com os animais, com a vida... Ensinar a criança a respeitar os outros é a regra quando se fala em educação infantil.

Na prática: Não há um jeito específico para ensinar o que é respeito. O primeiro passo é respeitar também, permitir que a criança aprenda assistindo a seu exemplo. Depois, é preciso ouvir as queixas dos professores e educadores da escolinha e nunca não ignorá-las. Falar mal das pessoas na frente das crianças também prejudica o ensinamento. Por fim, é importante chamar a atenção da criança ao vê-la desrespeitando outras pessoas, os animais e também o meio ambiente.

Idade certa

Os valores acima podem parecer um pouco complicados, mas devem ser transmitidos, principalmente, por meio de suas atitudes (dando o exemplo) desde o nascimento das crianças:

  • Até os 2 anos de idade, a criança constrói e elabora conhecimentos sobre a realidade.
  • A partir dos 4 anos, ela sai do simbólico e vai para o intuitivo. Nessa fase, já troca experiências com outras pessoas.
  • Após os 7 anos, ela já é capaz de estabelecer compromissos, compreende as regras e já consegue ser fiel a elas.

A vovó e a mamãe

Muitas vezes, a visão que a criança tem sobre o papel da avó e o da mãe fica conturbada exatamente porque a avó tende a tomar conta dos pequenos nos primeiros anos de vida, quando a mamãe volta a trabalhar. É preciso ter em mente que a avó não deve fazer o papel de mãe, mas também não se esqueça de que ela é mãe e tem experiência.

Por isso, é importante conversar com os avós sobre a forma como você quer educar seu filho. Deixe claro que a criança precisa deles tanto quanto precisa de você e aceite opiniões. Ainda assim, se a dinâmica não funcionar, vale adaptar seus horários para cuidar da criança ou até procurar creches e escolas que possuem os mesmos valores que você. Dessa maneira, você permite que a avó possa ser avó. "Nada mais gostoso do que a vovó ir buscar a criança na escola, levá-la para jantar e depois entregá-la para os pais", conta Isabel.

- escrito por Lígia Menezes

10 março 2016

A importância de aprender inglês na infância





  • Atualmente, o aprendizado de uma segunda língua é fundamental, falar um outro idioma no mundo globalizado ajuda a ampliar seus conhecimentos e traz muitos benefícios. As escolas já incluíram línguas estrangeiras no currículo. O fato é que as crianças apresentam facilidade para idiomas. Muitos pais se perguntam com qual idade o filho deve aprender, eles ficam preocupados com o ensino de uma língua estrangeira na infância, com receio que os filhos tenham dificuldades para assimilar a segunda língua e até mesmo que possa atrapalhar o aprendizado da língua materna.
    Temos que ter em mente que outro idioma desperta a curiosidade e instiga a criança, portanto, não pode ser vista como ameaça ao desenvolvimento. Os especialistas garantem que as crianças estão aptas a aprender mais de um idioma ao mesmo tempo sem prejuízo à sua capacidade de comunicação.
  • Aprendendo inglês na infância

    Quando uma criança estuda inglês, ela estimula as suas funções cognitivas, o que, consequentemente, facilita o aprendizado de outras disciplinas. O aprendizado da língua inglesa traz inúmeros benefícios para todas as faixas etárias, mas é necessário ficar atento para que o aprendizado ocorra de maneira natural e que se desperte o desejo de aprender sem cobranças. As crianças tendem a aprender com mais facilidade em situações em que possam experimentar.
  • A sala de aula

    A escolha do material didático é uma tarefa importante para boa aprendizagem dos alunos, respeitando o potencial e habilidades. As aulas precisam ser lúdicas, estimular, motivar e incentivar, com metodologias adequadas, como o uso de jogos, brinquedos, imagens. Dessa forma, desenvolvem também outras funções primordiais, tais como motricidade, percepção sensorial, pensamento, linguagem, concentração, criatividade e interação social.
  • A idade certa

    Quanto mais cedo o estudo de línguas estrangeiras começar, maiores serão os benefícios e a capacidade de aprendizado. Apesar de a infância ser a melhor fase para aprender outro idioma, é possível obter fluência também na fase adulta, basta escolher métodos apropriados e o ensino adequado. Se você tem a oportunidade de aprender uma segunda língua, vá em frente! Você só terá a ganhar com o aprendizado.
  • - escrito por Ana Laura Esteves

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