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15 abril 2014

Páscoa: importância, símbolos e significado

 
Aproximamo-nos de mais um período festivo, onde se comemorará a paixão, morte e ressurreição do Senhor que também se dará no domingo da Páscoa. O comércio está preparado e as propagandas nos meios de comunicações já invadem os lares oferecendo o que há de mais apetitoso e tentador como os ovos de chocolate, conhecido como "ovo de páscoa".

Outro dia, fui solicitado a ajudar um aluno na confecção de um trabalho relacionado à Pascoa, onde fora solicitado que o mesmo levasse um cartaz com gravuras de símbolos que aludisse a Páscoa. Ele me pediu que desenhasse em uma folha de cartolina um coelho segurando alguns ovos e com a frase "Feliz Páscoa". Eu lhe perguntei o que significava o coelho e os ovos ou mesmo a Páscoa e ele não soube me responder. Só disse que nessa época todo mundo fala disso e que achava que era o correto.

Isso me fez refletir na responsabilidade de cristão e que me levou a procurar esclarecer o verdadeiro sentido da Páscoa e o que ela representa para nós cristãos. Elaborei um pequeno informativo em forma de revistinha e comecei a distribuir entre os amigos e vizinhos. O resultado é que fui chamado a dar palestras em escolas e até mesmo na Câmara Municipal de minha Cidade de Santa Bárbara do Pará fui, pela graça de Deus, ministrar entre os legisladores de meu município sobre o que é a Páscoa.

“E acontecerá que, quando vossos filhos vos disserem: Que culto é este? Então direis: Este é o sacrifício da PÁSCOA ao SENHOR, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios, e livrou as nossas casas. Então o povo inclinou-se, e adorou”. (Êxodo 12:26,27).

O QUE É A PÁSCOA?
A PÁSCOA é uma das três principais festas do povo judeu, também comemorada pelos cristãos. Sua origem deu-se no final do período em que o povo hebreu encontrava-se escravizado no Egito sob o domínio de faraó. Foi instituída pelo próprio Deus, com o intuito de libertar o seu povo do jugo egípcio. A PÁSCOA deveria ficar na história do povo hebreu, como um marco da libertação do povo judeu do cativeiro egípcio. Quando, nas gerações futuras alguém perguntasse: “que culto é este?” O povo deveria estar apto a responder as razões pelas quais ela foi instituída.

No Novo Testamento Jesus Cristo deu um novo sentido a PÁSCOA. Hoje, infelizmente, o verdadeiro sentido da PÁSCOA foi ocultado da humanidade. Por influência de culturas pagãs no seio do Cristianismo, os símbolos originais foram substituídos por outros, que nada tem a ver com o verdadeiro simbolismo da PÁSCOA como: ovos de chocolate, coelho e etc...Quando se pergunta o que é a PÁSCOA ou o que ela representa, poucos são os que se atrevem a responder. Porém, a luz da Bíblia Sagrada veremos o que é a PÁSCOA, o que ela verdadeiramente significa, quais as razões de sua instituição, o que ela representa para o povo judeu e para nós cristãos.

I - A INSTITUIÇÃO DA PÁSCOA.
No Antigo Testamento, vemos que Deus havia escolhido um povo exclusivamente para si, este povo era a nação de Israel. Israel deveria honrar sua escolha e ser obediente ao seu criador e não decepciona-lo. As nações estrangeiras tinham costumes e rituais pagãos que não agradavam a Deus e o povo de Israel não deveria jamais imita-las. Porém, foi exatamente o que a nação de Israel fez. Por isso, Deus permitiu que eles servissem a uma nação estrangeira para depois liberta-los, mostrando assim o seu grande poder. “Então disse a Abrão: Sabes, de certo, que peregrina será a tua descendência em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos, Mas também eu julgarei a nação, à qual ela tem de servir, e depois sairá com grande riqueza". (Gênesis. 15. 13,14)

Deus cumpriu a sua Palavra, e por um espaço de 430 anos Israel serviu como escravo no Egito. Para libertá-los, Deus escolhe Moisés e o capacita para realizar esta grande tarefa. Moisés é enviado ao Egito com a missão de convencer Faraó a libertar o povo hebreu. Faraó por sua vez não fez caso da reivindicação de Moisés, teve o coração endurecido e não deixou o povo ir. Então, Deus ordena que sejam derramadas sobre o Egito dez pragas como veremos:
- As águas tornam-se sangue (Êxodo 7:19-21).

 - A praga das rãs (Êxodo 8:1-15).

- A praga dos piolhos (Êxodo 8:16-19).

- A praga das moscas (Êxodo 8:20-32).

- A praga das pestes nos animais (Êxodo 9:1-17).

- A praga das sarnas (Êxodo 9:8-12).

- A praga das saraivas (Êxodo 9:13-35).

- A praga dos gafanhotos (Êxodo 10:1-20).

- A praga das trevas (Êxodo 10:21-29).

- A morte dos primogênitos (Êxodo 11:1-10; 12:29-31).

- imagens extraídas do site "Toda Matéria"

As primeiras nove pragas visavam afligir somente os egípcios, porém, esta última, era a mais terrível de todas, pois consistia na morte de todos os primogênitos, desde os homens até os animais e atingiria a todos. Para poupar o seu povo, Deus chama a Moisés e Aarão seu irmão e os instrui a respeito da instituição da PÁSCOA.

Esta deveria ser observada pelo povo hebreu nos seus mínimos detalhes, caso contrário também seriam afligidos por esta terrível praga, assim como foram os egípcios.

O SENTIDO ETIMOLÓGICO DA PALAVRA

O termo PÁSCOA deriva do verbo hebraico PESACH, cujo significado é; “PASSAR POR CIMA”, dando-nos a ideia de LIVRAMENTO, PROTEÇÃO. “E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, PASSAREI POR CIMA de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito” (Êxodo 12:13).

A ORDENAÇÃO, O RITO E SEUS SÍMBOLOS

Êxodo 12:3-24:
“Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada família. Mas se a família for pequena para um cordeiro, então tome um só com seu vizinho perto de sua casa, conforme o número das almas; cada um conforme ao seu comer, fareis a conta conforme ao cordeiro. O cordeiro, ou cabrito, será sem mácula, um macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras. E o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o sacrificará à tarde. E tomarão do sangue, e pô-lo-ão em ambas as ombreiras, e na verga da porta, nas casas em que o comerem. E naquela noite comerão a carne assada no fogo, com pães ázimos; com ervas amargosas a comerão. Não comereis dele cru, nem cozido em água, senão assado no fogo, a sua cabeça com os seus pés e com a sua fressura. E nada dele deixareis até amanhã; mas o que dele ficar até amanhã, queimareis no fogo. Assim pois o comereis: Os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a PÁSCOA do SENHOR e eu passarei pela terra do Egito esta noite, e ferirei todo o primogênito na terra do Egito, desde os homens até aos animais; e em todos os deuses do Egito farei juízos. Eu sou o SENHOR. E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito. E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo. Sete dias comereis pães ázimos; ao primeiro dia tirareis o fermento das vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado, desde o primeiro até ao sétimo dia, aquela alma será cortada de Israel. E ao primeiro dia haverá santa convocação; também ao sétimo dia tereis santa convocação; nenhuma obra se fará neles, senão o que cada alma houver de comer; isso somente aprontareis para vós. Guardai pois a festa dos pães ázimos, porque naquele mesmo dia tirei vossos exércitos da terra do Egito; pelo que guardareis a este dia nas vossas gerações por estatuto perpétuo... Então tomai um molho de hissopo, e molhai-o no sangue que estiver na bacia, e passai-o na verga da porta, e em ambas as ombreiras, do sangue que estiver na bacia; porém nenhum de vós saia da porta da sua casa até à manhã. Porque o SENHOR passará para ferir aos egípcios, porém quando vir o sangue na verga da porta, e em ambas as ombreiras, o SENHOR passará aquela porta, e não deixará o destruidor entrar em vossas casas, para vos ferir. Portanto guardai isto por estatuto para vós, e para vossos filhos para sempre “.

Conforme o texto acima, observamos a ordenação de Deus em relação à instituição da PÁSCOA. Agora, observaremos seus símbolos e significados em relação a Jesus Cristo o CORDEIRO de Deus, visto que a PÁSCOA dos judeus no passado apontava para o futuro, onde o próprio filho de Deus seria sacrificado como um CORDEIRO para trazer-nos a libertação definitiva. Jesus é o CORDEIRO que foi morto desde a fundação do mundo. “E adoraram-no todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi MORTO desde a fundação do mundo” (Apocalipse 13:8).

CARACTERÍSTICAS DO CORDEIRO PASCAL
- Êxodo 12: 5-8
O Cordeiro ou cabrito para o sacrifício devia atender a essas exigências:
• SEM MANCHAS. Não era apenas um capricho ou gosto estético, a escolha de um cordeiro sem manchas. Deveria ser assim, pois aquele animal, que seria levado ao sacrifício, representava CRISTO, Cordeiro de Deus, imaculado e incontaminado (I Pe 1:19).
• UM MACHO DE UM ANO. Poderia ser um cordeiro ou um cabrito. O fato de ter um ano era requerido, tendo em vista a sua inocência. Nesse aspecto, o cordeiro representava Cristo, que foi entregue por nós, sendo totalmente inocente, quanto à culpa pelos nossos pecados (Mt 27.4a).
• GUARDADO ATÉ O 14º DIA. O cordeiro PASCAL deveria ser tomado no 10º dia do mês de Abibe (abril) e guardado até o 14º dia, em observação pela família que o iria sacrificar. JESUS, como Cordeiro de Deus, também foi examinado pelos que o crucificaram, e nele não se achou falta alguma (Lc 23.4).
• UM CORDEIRO PARA CADA CASA. O cordeiro da PÁSCOA deveria ser tomado para cada casa. Isso nos indica que Cristo, nosso Cordeiro PASCAL, deve estar presente em cada casa, para que, pelo sangue, tenhamos a proteção divina. Se a família fosse pequena, poderia compartilhar do cordeiro com outra. Assim também, temos o prazer de compartilhar CRISTO com outras pessoas.
• A MORTE DO CORDEIRO. O cordeiro, com as características já mencionadas era morto, em todas as casas, à tarde. O tempo em que o cordeiro era sacrificado, ocorria entre as 15 e 17 horas (pôr-do-sol). JESUS CRISTO, nosso Cordeiro Pascal, foi morto entre a hora nona (15 hs.horário judaico) e 17 horas (horário romano), e o pôr-do-sol (Mt 27.45,46).
• O SANGUE DO CORDEIRO. Não era desperdiçado. Tinha grande valor e significado para os israelitas. O sangue deveria ser posto sobre ambas as ombreiras (partes verticais da porta) e na verga (parte horizontal, sobre as ombreiras). Nessas partes o sangue seria visto por todos. Não seria posto nas soleiras para não ser pisado. Por esse sangue eles seriam salvos, quando da passagem do anjo exterminador na terra do Egito (Ex 12:23). Da mesma forma, é pelo sangue de JESUS que somos salvos da ira de Deus (Rm 5:9).
• A CARNE ASSADA NO FOGO. Em todo o procedimento da celebração da PÁSCOA, vemos um tipo de CRISTO. A carne assada no fogo representa o fogo da ira de Deus, que JESUS suportou em nosso lugar, a ponto de ser abandonado na cruz (Mt 27:46).
• COM PÃES ASMOS. Eram pães sem fermento. Seria um memorial, relembrando a pressa com que eles sairiam do Egito. E isso ocorreu, de fato, pois, quando da partida, o povo saiu antes que a massa levedasse ou fermentasse (Ex 12:34). Para nós, cristãos, significa que, para nos apossarmos de CRISTO, precisamos despojar-nos do fermento da hipocrisia, da malícia, da maldade, bem como dos pecados da velha vida (I Cor 5:7).
• COM ERVAS AMARGOSAS. Ao comer a PÁSCOA, esses ingredientes relembrariam as amarguras sofridas no Egito. Para nós, significa o arrependimento dos pecados, muitas vezes amargo para a natureza humana, mas indispensável para servir a CRISTO. “Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me” (Mateus 16:24).

A NOVA ALIANÇA

Na PÁSCOA, temos um memorial a ser observado pelos israelitas, tendo em vista a sua libertação do Egito (Ex 12:14). Na Nova Aliança estabelecida por Jesus, temos outro memorial a ser celebrado: a SANTA CEIA. JESUS como CORDEIRO de Deus cumpriu todo o ritual da antiga aliança, com seus ritos e cerimoniais, inclusive a Páscoa que consistia na morte de um cordeiro que deveria ser comido com pães asmos e ervas amargas.

Ao cumprir todo o antigo concerto, Jesus estabeleceu um novo e eterno, firmado no seu próprio sangue. “E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta PÁSCOA, antes que padeça; Porque vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no reino de Deus. E, tomando o cálice, e havendo dado graças, disse: Tomai-o, e reparti-o entre vós; Porque vos digo que já não beberei do fruto da vide, até que venha o reino de Deus. E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lhes, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós” (Lc 22:15-20).
Na PÁSCOA judaica, o cordeiro, a vitima, estava ali, sobre a mesa. Era um símbolo de CRISTO. Na SANTA CEIA (eucaristia) quem está presente é o próprio CRISTO, o CORDEIRO de DEUS que tira os pecados do mundo. O símbolo foi substituído pela realidade. CRISTO nossa PÁSCOA foi sacrificado por nós (I Cor 5:7b). O cordeiro como animal, não precisa mais ser imolado, pois o CORDEIRO de DEUS - JESUS - já se manifestou (I Jo 3:8). JESUS ordenou que o pão fosse comido em memória dEle (Lc 2:19), e não mais o cordeiro em memória da saída do Egito. JESUS tomou o cálice do “fruto da vide” (vinho sem fermento) e disse que era o sangue do Novo Testamento, ou seja, a Nova Aliança, para remissão dos pecados, e que ele deveria ser tomado em sua memória (I Co 11:26).
Na SANTA CEIA, todos os cristãos em comunhão com Cristo devem ser participantes desses dois emblemas: PÃO e VINHO. Devem por obediência ao Senhor comer o pão e tomar o vinho, conforme Ele ordenou, pois por eles celebramos a nossa liberdade do pecado, pela morte vicária que passou JESUS em nosso lugar, ao mesmo tempo em que alimentamos a esperança de um dia participarmos com Ele, no reino de Deus (Lc 22:16).“Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele” (João 6:53-56).

CONCLUSÃO
O fato de Jesus ter morrido na Sexta-feira e ressuscitado no Domingo de PÁSCOA, não foi coincidência. Tinha de ser assim para se cumprir tudo o que dele estava escrito “E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprissem tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos” (Lc 24.44).
Coelhos e ovos de chocolate nada têm a ver com a verdadeira Páscoa. É uma tradição que veio do paganismo e que, infelizmente foi abraçada pelos cristãos, onde o comércio se aproveita desse engodo para obter lucro com a venda dos mesmos. É uma tradição sem fundamentos, sem valor algum para os verdadeiros cristãos e que desvirtua o verdadeiro significado da PÁSCOA. Veja como surgiu essa tradição pagã:
Os autênticos cristãos veem na PÁSCOA, um significado redentor. A maioria das igrejas cristãs comemoram a nova Páscoa, não uma vez por ano, mas todos os meses no rito da SANTA CEIA que consiste no “alimentar-se” do PÃO (corpo) e VINHO (sangue), símbolos autênticos da Verdadeira PÁSCOA, conforme o mandamento do Senhor à sua Igreja: “Fazei isto em memória de mim” (Lc 22:19).
"Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós." (I Coríntios 5:7)
- por Reginaldo Barbosa

15 março 2014

A importância de um líder

“Deixem vir a mim as crianças, não as impeçam; pois o Reino de Deus pertence aos que são semelhantes a elas” - Marcos 10:14

No decorrer dos séculos, muitos crentes têm rejeitado os esforços das crianças para se aproximarem do Salvador. 

Charles Spurgeon, um famoso pregador inglês, escreveu: “Que maravilha será ver nossas crianças firmadas na doutrina da redenção por Cristo! Se forem prevenidas contra os falsos evangelhos desta era perversa, e ensinadas a firmar-se na rocha eterna da obra consumada de Cristo, podemos esperar que a próxima geração venha a manter a fé e que será melhor do que a de seus pais”.

Não é preciso muitas pesquisas para perceber o quanto Jesus ama as crianças. Ele demonstrou isso quando as abraçava e as abençoava: “Em seguida, tomou as crianças nos braços, impôs-lhes as mãos e as abençoou”. - Marcos 10:16

Ainda existem muitas igrejas que não dão o devido valor ao ministério infantil, encaminhando sempre quem não tem dom para cantar, dançar, pregar, para ficar com as crianças, como se esse ministério fosse menos importante. O diabo não pensa assim. Ele investe pra valer nas crianças, prova disso são as infinidades de programas, desenhos, brinquedos, jogos, etc, que são criados para elas; cheios de novidades, cores e muitos outros atrativos. Sabemos que a criança é um produto do meio em que ela vive, tudo o que ela ouve, assiste na TV, aprende na escola, contribui para a formação da sua personalidade e caráter.

“Qualquer, porém, que fizer tropeçar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar” - Mateus 18:6

Jesus ama mesmo as crianças! Nós as afastamos dEle, quando fazemos pouco caso do ministério infantil, quando as deixamos numa salinha improvisada enquanto seus pais assistem ao culto, quando não as levamos a igreja, quando não valorizamos os professores e líderes que cuidam delas e nem investimos, deixando-os sozinhos carregando este “peso”.

Está na hora de acordar! O Senhor nos confiou essa responsabilidade. Devemos ser a principal influência e referência em suas vidas. É preciso investir nesse ministério. Gosto de afirmar que as crianças fazem parte do corpo de Cristo, portanto elas não são “a igreja de amanhã”, mas já são a igreja de hoje. Quantos problemas seriam evitados, quantos adolescentes seriam saudáveis e quantos adultos sábios e maduros teríamos nas igrejas, se tão somente investíssemos no ministério infantil! É mais fácil ensinar a criança no caminho que ela deve andar do que tratar dos desvios de caráter, feridas na alma, traumas, rebeldias, dos adultos.

Fico imaginando quantas coisas lindas o Senhor tem guardado em seus tesouros! Se temos a mente de Cristo, podemos fazer melhor do que tudo que o mundo oferece. 
As dificuldades que as pessoas sentem em trabalhar com as crianças vêm da falta de preparo, orientações, materiais. Como qualquer outro ministério é preciso se preparar. O amor é fundamental, mas os cursos e treinamentos darão suporte e quanto mais ministros, menos trabalho, então ficará fácil e prazeroso. Vale a pena gastar um pouco mais em salas amplas, bonitas e coloridas, com brinquedos, lápis de cor, joguinhos, músicas e brincadeiras. Criança é criança em qualquer tempo e lugar, não dá para mudar a realidade de que elas vivem fantasiando, imaginando, pensando. Tudo isso é muito saudável e importante. Não precisamos de robozinhos, mas de crianças livres para pensar, aprender, criar.

Quem alcançará as crianças? 
As crianças são escolhidas por Deus ainda no ventre materno. João Batista, Moisés, Samuel, Sansão e o próprio Jesus, dentre outras, são histórias que nos mostram os propósitos de Deus na vida das crianças e o cargo que ocuparão no futuro.
Deus nos delegou a responsabilidade de evangelizar as crianças, muitas estão morrendo sem salvação.

- “Ide ... (Mc. 16.15) - “Deixai... (Mc. 10.14) - “Apascenta os meus cordeiros... (Jó 21.15) - “Não é da vontade de Deus que uma criança se perca ... (Mt. 18.14) - “Ensinar as doutrinas fundamentais as crianças ... (Ex. 12. 26-27) - “Desde o menor deve ouvir os mandamentos ... (II Reis 23.2 – II Cr. 20.13 – Dt. 6.7-31 – Ef. 6.4) 

Os ensinamentos devem começar em casa com os pais, assim como na igreja.

Leia Esdras 10.1: “Enquanto Esdras estava orando e confessando, chorando prostrado diante do templo de Deus, uma grande multidão de israelitas, homens, mulheres e crianças, reuniram-se em volta dele.” Aqui é possível ver que as crianças também participaram de uma sessão de arrependimento, junto a adultos.

Para evitar que as crianças se tornem adultos rebeldes e maus, elas precisam aprender desde cedo a conhecer o poder de Deus e também as suas obras.

“Povo meu, escute o meu ensino; incline os ouvidos para o que eu tenho a dizer.
Em parábolas abrirei a minha boca, proferirei enigmas do passado;
O que ouvimos e aprendemos, o que nossos pais nos contaram.
Não os esconderemos dos nossos filhos, contaremos à próxima geração os louváveis feitos do SENHOR, o seu poder e as maravilhas que fez.
Ele decretou estatutos para Jacó, e em Israel estabeleceu a lei, e ordenou aos nossos antepassados que a ensinassem aos seus filhos, de modo que a geração seguinte a conhecesse, e também os filhos que ainda nasceriam, e eles, por sua vez, contassem aos seus próprios filhos.
Então eles porão a confiança em Deus; não esquecerão os seus feitos e obedecerão aos seus mandamentos. 
Eles não serão como os seus antepassados, obstinados e rebeldes, povo de coração desleal para com Deus, gente de espírito infiel."
- Salmos 78: 1-8

A CRIANÇA PRECISA SER SALVA

“Sei que sou pecador desde que nasci, sim desde que me concebeu minha mãe.” - Salmos 51:5

“Desviam-se os ímpios desde a sua concepção; nascem e já se desencaminham, proferindo mentiras.” - Salmos 58:3

“Da mesma forma, o Pai de vocês, que está nos céus, não quer que nenhum destes pequeninos se perca”. - Mateus 18:14


CRIANÇA É BENÇÃO!

“Da boca de pequeninos e crianças de peito tiraste perfeito louvor”. - Mateus 21:16

“Eu te louvo, Pai, Senhor dos céus e da terra, porque escondeste estas coisas dos sábios e cultos, e as revelaste aos pequeninos.” - Mateus 11:25

As crianças estão com o coração aberto a aceitar e reter os ensinamentos bíblicos. Elas devem ser contadas como membros da igreja, pois fazem parte do corpo de Cristo. Para ser salvo não é preciso entender tudo, basta crer e aceitar pela fé a palavra de Deus. 

“Pois com o coração se crê para justiça, e com a boca se confessa para salvação” - Romanos 10:10 

As crianças dependem de nós para mostrar-lhes o caminho: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.” - Provérbios 22:6

02 setembro 2013

Escola de líderes - módulo 1 - atividades

RESPONDA:
1 - Quais são os princípios bíblicos?
2 - Como viver por princípios bíblicos?
3 – Escolha um principio bíblico e fale sobre ele:
4 – Onde podemos aplicar os princípios bíblicos?
5 - Como é possível mudarmos o nosso estilo de vida?
6 – Qual foi o princípio bíblico que mais o impactou?
7 - Quais os resultados de uma vida guiada por princípios bíblicos?

Escola de líderes - módulo 1 - atividades

leia: Êxodo 15 :18; Provérbios 15:3; Salmos 139:4

Complete:
1 -  '' O ______________ reinará ______________"
2 - "Sem que haja ______________ na minha ______________, eis que ______________ tudo conheces"
3 - "Os ______________ do Senhor ______________ em ______________ vigiando ______________ e os ______________"

Associe:
(1) Soberania                                 ( ) Está em todo lugar
(2) Semear e colher                       ( ) Ter mente de Cristo
(3) Autogoverno                             ( ) Lei da causa e do efeito
(4) Vida próspera                           ( ) Poder supremo de autoridade
(5) Principio bíblico                        ( ) Ensinamentos básicos da bíblia
(6) Jesus Cristo                              ( ) Seguidor de Jesus
(7) Discernimento espiritual           ( ) Modelo de obediência
(8) Mente renovada                        ( ) Domínio próprio
(9) Espírito Santo                           ( ) Meu consolador
(10) Onipresente                            ( ) Qualidades e defeitos
(11) Caráter                                    ( ) Vida cheia de unção
(12) Discípulo                                 ( ) Saber diferenciar o bem do mal

Marque verdadeiro ou falso:
( ) Existe mais algum soberano sem ser Deus
( ) Deus já te conhecia desde o ventre da sua mãe
( ) Os princípios são válidos apenas na igreja
( ) Os princípios são válidos para todas as pessoas
( ) Se eu pecar, ninguém vai saber
( ) Os princípios bíblicos são válidos em todo lugar

Responda:
1 - Deus é onipresente, onisciente e onipotente. Explique o significado disso. 
2 - Leia Salmos 139:2-3. Faça um resumo da sua leitura. 
3 - Por que eu nasci? Por que o Sol é redondo? Por que as estrelas do céu não caem em nossa cabeça? (As respostas devem estar atribuídas a Deus)
4 - Dê exemplos de soberania de Deus.

31 agosto 2013

Os sete princípios bíblicos

"Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem aprendeste. E que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a instrução em justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente preparado para toda boa obra." (II Timóteo 3:14-17)

Deus em tudo se preocupou conosco. Sabendo que não poderíamos vê-lo, fisicamente, por causa do pecado que nos afastou de Sua maravilhosa presença, inspirou dezenas de homens e mulheres, ao longo de séculos, para escrever o manual mais completo de todos os tempos, a Sua própria Palavra escrita, a Bíblia, para que os Seus ensinamentos, os Seus princípios, não fossem esquecidos através dos tempos, mas estivessem sempre vivos diante de nós.

O que são princípios? São ensinamentos básicos, verdades práticas que estão na Palavra de Deus e que devem ser aplicados em todas as áreas da nossa vida: familiar, escolar, espiritual, etc. E que treinam a nossa mente para que possamos discernir o bem do mal.

Algumas pessoas pensam que o que foi escrito na Palavra é só para aquele tempo antigo, para os apóstolos, os judeus. Mas eles são válidos em todo o tempo, em todo lugar, para todas as pessoas de todas as idades e todas as áreas da nossa vida. Por isso Davi fala no Salmo 119:105: "Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra e luz para os meus caminhos"

Os princípios contidos na Palavra de Deus devem ser guardados em nosso coração.

Moisés, homem com quem Deus falava face a face, exortou o povo dizendo-lhes: " Eis que vos tenho ensinado estatutos e juízos, como me mandou o Senhor, meu Deus, para que assim façais no meio da terra que passais a possuir. Guardai-os, pois, e cumpri-os, porque isto será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos que, ouvindo estes estatutos certamente dirão: Certamente, este grande povo é gente sábia e inteligente." (Deuteronômio 4:5, 6).

Você quer ser conhecido como sábio? Guarde os princípios que hoje começaremos a estudar. Aplique-os diariamente na sua vida e você será bem sucedido em toda a sua vida, amém?

Existem 7 princípios básicos para fundamentarmos a nossa vida:

1 - Caráter
2 - Mordomia
3 - Autogoverno
4 - Semear e colher
5 - União
6 - Individualidade
7 - Soberania

1 - Caráter

"E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar,e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre toda a terra". - Gênesis 1:26

"Sede santos, porque Eu sou santo". - I Pedro 1:16

Quando Deus criou o homem, tinha um sonho: formá-lo à Sua imagem e a Sua semelhança. Você sabe o que é ser imagem e semelhança de alguém? É ser parecido a tal ponto de ser confundido com outra pessoa. Deus queria que a Sua obra prima fosse parecida com Ele em todas as coisas, inclusive no caráter. E quando terminou Sua obra, olhou e viu que era muito bom.

O que é caráter? Caráter é o conjunto das qualidades e os hábitos que cada um de nós tem.

Você, provavelmente, já deve ter ouvido alguém dizer: "Fulano não tem caráter" ou "Quem faz isso é alguém sem caráter". Na verdade, caráter todo mundo tem, pois são as qualidades, as características próprias de cada pessoa. A questão é: o caráter é bom ou mau?

Quais são as características de um mau caráter? De maneira geral, é o hábito da mentira, do engano, da rebeldia, da desobediência, da falta de respeito para com o próximo, da falta de amor, da falta de temor ao Senhor, da agressividade, da violência, do roubo, da inveja, da ira, da maldade, etc. Podemos dizer que o mau caráter está ligado às obras da carne que Paulo cita em Gálatas 5:16-21.

E o bom caráter? Podemos associá-lo ao fruto do Espírito (Gálatas 5:22,23). São os hábitos de obediência, cordialidade, amabilidade, integridade, honestidade, mansidão, bondade, paz, alegria, amor, o andar na verdade, em justiça, sendo reto em tudo o que faz. Este deve ser o caráter do cristão, de alguém que conhece a Jesus e procura viver segundo a Palavra de Deus.

O desejo de Deus é formar a imagem e a natureza de Jesus dentro de cada um de nós, tornando-nos a cada dia mais parecidos com Ele. Para isso, o caráter de Jesus tem que ser impresso em nós. Você sabe o que é imprimir? É colocar em algo uma marca profunda, assim como quando levamos uma camiseta para que seja impressa uma gravura ou frase. Você entende? O que Deus quer fazer é colocar dentro de nós o caráter de Jesus, é imprimir em nós uma marca única, para que os outros, ao olharem para nós, para o nosso comportamento, possam ver que somos filhos de Deus, que em nós brilha a glória do Pai, que a santidade está em nossa vida.

Todo líder de excelência, todo homem ou mulher de Deus, que deseja realmente ser imagem e semelhança do seu Criador, precisa ter um bom caráter. A mentira, a desobediência, a rebeldia, o engano, o roubo, a violência, a maldade, o colar na sala de aula, os palavrões, as brincadeiras indecentes, o fumo, a bebida, não podem fazer parte da sua vida.

Você quer realizar o sonho de Deus? Então se esforce para ter o caráter de Cristo e para que a glória e a santidade de Deus se derramem através da sua vida.


2 - Mordomia

"Tomou, pois, o Senhor Deus o homem e o pôs no Jardim do Éden, para o cultivar e o guardar". - Gênesis 2:15

O que é Mordomia? É administrar, cuidar com amor daquilo que Deus nos dá: roupas, brinquedos, livros, alimento, família, estudo, etc. Antes de Deus criar o homem, preparou toda a Terra para recebê-lo, assim como uma mãe prepara o berço, as roupinhas, o quarto, para um bebê que vai chegar. Deus preparou a alimentação, a segurança, tudo o que o homem precisava para viver na Terra. Depois de tudo pronto, criou o homem, obra prima da Sua criação, e o colocou no Jardim do Éden, local que Ele preparou com todo carinho para receber a Sua imagem e semelhança. E, como o proprietário de todas as coisas no Universo, Deus deu ao homem a responsabilidade de cuidar de tudo o que ali havia, para cultivar e guardar a terra que havia sido preparada para ele. Essa mesma responsabilidade de cuidarmos daquilo que nos foi dado, é dada a cada um de nós.

• A responsabilidade de preservarmos a natureza, de não poluirmos o meio ambiente, não jogando lixo nos rios ou nas ruas, nem destruindo as plantas ou matando animais.

• A responsabilidade de administrarmos o nosso tempo, usando-o da melhor maneira possível, sem desperdiçá-lo com coisas que não são importantes. Devemos priorizar o tempo com o Senhor. Você já ouviu muita gente dizer que não tem tempo para orar ou ler a Bíblia, pois sempre tem muita coisa para fazer, não é mesmo?

• A responsabilidade de cuidar das coisas que recebemos: roupas, brinquedos, livros, sapatos, dinheiro, etc. Nada é de graça! Tudo tem um preço, que, às vezes, é muito caro. Não podemos estar desperdiçando, estragando, jogando fora. É preciso cuidar com amor do que é nosso, pois um dia podemos precisar e não ter.

• A responsabilidade de cumprir as tarefas que nos são dadas. Por exemplo: os trabalhos da escola não devem ser feitos pelos pais ou por qualquer outra pessoa, mas por você mesmo. Essa responsabilidade é sua. É você quem está estudando, aprendendo, e não eles. Assim também devemos proceder com as tarefas de casa: guardar as roupas, arrumar os brinquedos, colocar os sapatos no lugar, ajudar a varrer a casa, o quintal, lavar a louça. Todas essas atividades são, também, nossa responsabilidade, pois vivemos juntos em casa. Então, uma casa limpa, arrumada, organizada, é muito mais gostosa do que uma casa suja, desarrumada, certo? Deus sempre nos dá o melhor, mas também nos dá a responsabilidade de cuidarmos daquilo que Ele nos deu. Somos mordomos d'Ele. Precisamos entender isso e cumprirmos a nossa parte. Se quisermos o melhor, precisamos trabalhar para isso. Se formos fiéis ao Senhor, Ele nos suprirá em tudo, segundo as Suas riquezas em glória, amém?


3 - Autogoverno

"Como cidade derrubada, que não tem muros, assim é o homem que não pode conter o seu espírito." - Provérbios 25:28

O que é autogoverno? Quando Deus criou o homem, deu a ele uma capacidade que só o ser humano tem: raciocinar para poder decidir. Todos os animais criados por Deus são movidos pelos instintos de sobrevivência, de procriação, de alimentação, etc. O homem pensa, raciocina, decide. Tendo esse entendimento, podemos dizer que autogoverno é a capacidade que o homem tem de controlar o seu comportamento, as suas atitudes, em casa, na escola, em qualquer lugar que estiver. 

Salomão, em toda a sabedoria que Deus lhe deu, disse que o homem que não sabe se controlar é semelhante a uma cidade que não tem muros para guardá-la, isto é, não tem proteção. Assim, qualquer coisa pode acontecer com ela: ser invadida, ser saqueada, ser atacada. Assim é o homem que não sabe controlar o seu comportamento. 

Como podemos entender esse princípio na nossa vida diária? Simples, quando não sabemos controlar as nossas atitudes, estamos expostos ao resultado das nossas ações. Por exemplo, se não sei controlar a minha língua, não levo desaforo para casa, e cada vez que alguém faz ou diz alguma coisa que eu não gosto, respondo da mesma maneira, corro o risco de levar uma surra, ou de receber uma série de palavras ruins, ou ainda, passar a ser deixado de lado pelos outros. O mundo tem um princípio comum: bateu, levou. O Senhor nos ensina outra coisa: "A palavra branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira." (Pv 15:1).

Autogoverno é uma obra do Espírito em nossa vida. É o fruto do domínio próprio (Gálatas 5:23). Quando somos guiados pelo Espírito Santo de Deus, Ele nos ensina como devemos agir em cada situação, Ele mesmo coloca as palavras em nossa boca. 

Quando o Senhor colocou Adão e Eva na Terra, deu-lhes uma instrução, lembram-se: "De toda árvore do jardim comereis, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comereis" (Gn 2:16b-17). Esse era um teste para o domínio próprio de Adão e Eva, mas eles não souberam dominar o seu desejo e desobedeceram a ordem, trazendo, assim, o pecado e o afastamento de Deus.

Precisamos compreender que em todas os lugares existem regras que foram feitas para serem obedecidas: em casa, na escola, na igreja, mesmo nas brincadeiras existem normas, não é verdade? E ninguém está isento de cumpri-las. Você já parou para prestar atenção que há uma ordem na natureza? Por exemplo, os planetas estão alinhados no céu, cada um em sua rota. O que aconteceria se um deles se desviasse da rota que lhe foi dada? Haveria choque de planetas. As árvores seguem um ciclo para produzir seus frutos, cada uma ao seu tempo, para que nada falte. Para uma criança nascer, há um tempo de gestação para que ela esteja forte e preparada para crescer com saúde. 

Quando temos domínio próprio, quando temos autogoverno somos capazes de cumprir as regras sem dificuldade, mesmo que, muitas vezes, não gostemos delas. Isso é obediência. E não obedecemos só quando gostamos. A verdadeira obediência está em obedecermos exatamente quando não concordamos. Somos capazes de respeitar nossos pais, professores, colegas, mesmo que, às vezes, as atitudes deles não sejam o que esperamos. Somos capazes de dominar nossa língua para não falarmos o que não devemos. 

Autogoverno não se consegue sozinho. Precisamos do Espírito de Deus para nos ajudar a vencer a nossa carne. Clame por Ele e Ele lhe ajudará.


4 - Semear e Colher

"Tudo o que o homem semear, isso também ceifará." - Gálatas 6:7

O que é semear e colher? Quando Deus colocou o homem na Terra, deu-lhe uma ordem, lembram-se? Isso mesmo: "De toda árvore do jardim comereis, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, não comereis..." (Gn 2:16-17). Mas o versículo continua: "... pois no dia em que dela comeres, certamente morrerás." O Senhor estava dizendo ao homem que caso resolvesse desobedecer à ordem dada, receberia uma consequência do seu ato: a morte. Se comesse, morreria .Essa é a lei da causa e do efeito, ou seja, para toda ação há uma reação. É a lei da semeadura e da colheita. Tudo o que plantamos, certamente colheremos, na mesma proporção. De acordo com a semente será a nossa colheita.

Se nós olharmos ao nosso redor, no nosso dia-a-dia, veremos claramente este princípio. Por exemplo:

• Se desobedecermos, receberemos correção;
• 
Se estudarmos, aprenderemos e tiramos boas notas;
• 
Se tratarmos os outros com respeito, seremos respeitados;
• 
Se formos gentis e educados com os outros, eles também serão gentis e educados conosco.

Em Oséias 8:7 lemos que aqueles que semeiam vento colhem tempestades. Parece brincadeira, não é mesmo? Como vamos semear ventos? Semeamos ventos através de palavras grosseiras, de desobediência, de atos agressivos. Por isso, precisamos ter muito cuidado e prestar bastante atenção em tudo o que fazemos ou falamos, porque vamos colher os frutos de todos os nossos atos e palavras. O que você quer colher? Tempestades? Ou amor, paz, respeito, carinho, êxito, prosperidade? Então plante isso com palavras, gestos e pensamentos.

Um fariseu, doutor da lei, perguntou certa vez a Jesus qual era o grande mandamento da Lei. Jesus lhe respondeu que o primeiro grande mandamento é amar a Deus de todo o coração, de toda a alma e de todo entendimento. E o segundo, que vem ligado ao primeiro, é amar o próximo como a si mesmo (Mt 22:37-39). Qual a relação dessa palavra com o semear e colher? Simples: tudo o que eu quero que façam a mim, vou fazer para os outros, pois vou amá-los como a mim mesmo, e ninguém gosta de fazer mal a si mesmo, não é verdade. Assim, jamais farei algo a outra pessoa que não fizesse a mim mesmo.

Você quer ser amado? Ame.

Quer ser respeitado? Respeite.

Quer ser abençoado? Abençoe.

Quer ter paz? Viva em paz com todos.

Quer tirar boas notas? Estude.

Não esqueça. Tudo o que você quiser que os outros lhe façam, faça você primeiro, pois tudo aquilo que o homem semear, isso mesmo é o que ele colherá. Afinal, laranjeira não dá mamão, mangueira não dá abacaxi. O fruto é resultado da semente. Cuidado com o que você está semeando! 


5 - União

“Finalmente, sede todos de mesmo sentimento, compassivos, cheios de amor fraternal, misericordiosos, humildes.” - I Pedro 3:8

Como é grande a variedade de vida que existe neste planeta, não é mesmo? Você já parou para admirar como Deus é criativo? Quantas espécies de animais existem? E os vegetais? As formas, as cores, os aromas, os sabores, são realmente fantásticos e nenhum é igual ao outro. Mas todos, para subsistirem, precisam estar em harmonia, vivendo em conjunto. Uns dependem dos outros para viver. Nós, seres humanos, criados à imagem e semelhança de Deus, também somos diferentes uns dos outros, apesar de sermos todos, em nossa essência, parecidos com nosso Pai. Ninguém é igual ao outro. Até mesmo os gêmeos têm diferenças. Mas, mesmo sendo diferentes, precisamos uns dos outros para viver.

O quinto princípio, União, nos ensina exatamente isso. Em Romanos 12:5 o apóstolo Paulo diz que mesmo sendo muitos, somos um corpo em Cristo e membros uns dos outros. O que isso quer dizer? Que precisamos uns dos outros, que apesar de sermos diferentes, necessitamos uns dos outros e precisamos respeitar uns aos outros como parte do corpo de Cristo. 

O princípio da União nos ensina que devemos procurar conviver com os outros em harmonia, tendo em nós o mesmo sentimento de amor, de paz, de misericórdia, como Jesus tinha, olhando para cada pessoa ao nosso redor com respeito, e vendo neles a imagem e semelhança de Deus. 

Pense um pouco. O que é mais fácil? Carregar um peso sozinho ou dividi-lo com alguém? Assumir o trabalho sozinho ou dividi-lo com outra pessoa? É claro que é mais fácil quando dividimos as cargas com alguém. 

Moisés descobriu isso na batalha contra Amaleque. Cada vez que Moisés levantava os braços, Israel vencia, mas quando seus braços se cansavam e ele os baixava, Israel era vencido. Vendo isso, Arão e Hur colocaram uma pedra para que ele sentasse e ambos seguravam as suas mãos para que não baixassem (Ex 17:12) e assim Israel venceu a batalha. 

A união nos incentiva a realizar grandes obras, como Neemias, quando edificava os muros de Jerusalém e convocou o povo para trabalhar, todos juntos, um protegendo o outro, um ajudando o outro (Ne 4:16-17). 

É claro que, com a grande diversidade de pessoas que existe no mundo, cada pessoa com uma história diferente da outra, nem sempre vamos concordar com todos. Às vezes nos aborrecemos, ficamos ofendidos com as atitudes de alguns, magoados, mas não podemos nos esquecer do que Jesus nos ensinou, principalmente agora que já sabemos que o nosso caráter tem que ser o caráter d'Ele, pois somos seus imitadores, que devemos nos amar uns aos outros e perdoarmos, assim como Ele nos tem perdoado. Juntos podemos transformar o mundo; juntos podemos construir uma sociedade justa; juntos atrairemos o Messias para estar com a Sua noiva, a Igreja; juntos somos mais fortes; juntos decretamos a derrota de Satanás no planeta Terra; juntos somos proteção uns para os outros. Se andarmos sozinhos, ficamos expostos ao perigo, trabalhamos sozinhos e não temos com quem compartilhar as nossas alegrias, as vitórias e as preocupações.

Salomão, em sua extrema sabedoria, disse que é melhor serem dois do que um (Ec 4:9-12). Seja sábio! Viva em união com todos os que estão ao seu redor: seus pais, irmãos, amigos, vizinhos e você terá sempre alguém com quem contar, além de Jesus, que nunca nos deixa sozinhos. 


6 - Individualidade

"Porque assim como em corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma operação, assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros. De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé; se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside,com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria" - Romanos 12:4-8

O que é individualidade? É a identidade de cada um. Deus criou todas as coisas com identidades distintas. Cada um é um. Identidade fala das características que são específicas de uma pessoa, de um ser ou de alguma coisa.

Como podemos entender  a individualidade? O texto de Romanos 12:4-8 diz que em um corpo existem vários membros e cada um deles tem uma função específica. Assim somos nós como corpo de Cristo. Cada um tem o seu lugar, a sua função e o seu valor. Deus, quando criou o homem, deu-lhe características particulares que só ele tem. Diferente de todas as outras criaturas, o homem pensa, decide, sonha. E, embora todos nós, seres humanos, tenhamos uma estrutura física semelhante: cabeça, tronco, membros, coração, fígado, etc; tenhamos ações iguais: andamos, falamos, dormimos, comemos; somos totalmente diferentes uns dos outros. Temos personalidades diferentes, pensamos, reagimos de modo diferente uns dos outros. Isso é individualidade. Embora parecidos, somos únicos nesta Terra. Deus fez de cada homem um universo único. Não existe ninguém igual a você. Diante de Deus, você e eu somos pessoas distintas, alguém especial e Ele olha especificamente para mim e para você. Isso não é maravilhoso? Deus, em Seu sublime trono, no meio de uma multidão, olha a cada um de nós como alguém único, especial. Precisamos aprender, com isso, que as pessoas são diferentes umas das outras, têm histórias diferentes, algumas são mais rápidas, outras são mais lentas; umas aprendem mais rápido, outras precisam de um pouco mais de tempo; umas falam mais, são mais sociáveis, outras mais caladas e retraídas, tímidas. Podemos levar ainda em consideração a cultura de cada povo, de cada região, pois os costumes são diferentes. Diante disso, precisamos respeitar a todos, compreendendo as dificuldades e os limites de cada um. 

E não só respeitar os outros, mas respeitar a si mesmo, reconhecendo a sua individualidade, aceitando a si mesmo e aos outros como eles são. 

Não esqueça que, como pessoas únicas, somos responsáveis, diante de Deus, por todos os nossos atos e palavras. No meio de uma grande multidão, Deus conhece a cada um de nós, conhece o nosso coração, e sabe cada um dos nossos pensamentos. Individualmente, iremos nos apresentar diante do Pai. Apresente a Ele uma vida de amor, respeito, carinho, serviço, alegria, paz; um coração puro e santo. Alegre o coração do Pai. 


7 - Soberania

“O Senhor reina e reinará eterna e perpetuamente.” - Êxodo15:18

Primeiro, vamos entender o que quer dizer Soberania. Segundo o dicionário, soberania quer dizer: poder supremo, autoridade moral, autoridade do soberano, qualidade ou estado do que é soberano. 

O princípio da Soberania nos ensina que: Deus é Senhor sobre todas as coisas, Ele é o supremo soberano de todo o universo. Ele é o Criador de todas as coisas, em todo o Universo. Tudo existe porque Ele as fez e elas continuarão a existir enquanto Ele sustentar.

Por que nós nascemos? Por que o sol só aparece de dia? Por que as estrelas que estão no céu não caem na nossa cabeça? Por que existem tantos animais diferentes? E quantas outras centenas e milhares de perguntas podemos fazer, para as quais os homens buscam um monte de respostas na ciência, mas a única resposta está na soberania de Deus. Deus assim o fez! Para quê? Para que pudéssemos contemplar as Suas maravilhas e reconhecêssemos o Seu poder e majestade. 

Em Salmos 139:1-4, podemos nos maravilhar, com Davi, quando fala do poder e soberania de Deus nas nossas vidas. Ele diz que o Senhor nos conhece desde o ventre da nossa mãe. Ele conhece o nosso pensamento, sabe quando nos deitamos e quando nos levantamos, conhece todos os nossos caminhos e, antes mesmo da palavra chegar à nossa boca, Ele sabe o que vamos falar. Ele sabe todas as coisas, pois é onisciente.

Em Provérbios 15:3, Salomão nos fala que os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando a todos, tanto aos maus quanto aos bons.. Esse Deus que sabe todas as coisas, antes mesmo que elas aconteçam, é também eterno como diz o nosso versículo-chave: "Ele reina e reinará para sempre. Ele é Senhor do tempo e do espaço. Ele está em todo lugar, pois é onipresente."

Para Ele nada é tão difícil que não possa fazer, pois Ele pode todas as coisas, em Sua onipotência. Ele detém a autoridade total sobre todas as coisas e sobre todas as criaturas. 

Quando reconhecemos a soberania de Deus em nossas vidas, podemos seguir o conselho de Davi em Salmo 37:4,5: "Nos deleitaremos n'Ele e Ele concederá o desejo do nosso coração. Quando entregamos o nosso caminho e confiamos n'Ele, podemos descansar que tudo mais Ele fará."

Aprendemos, no primeiro princípio, que o nosso caráter deve ser o caráter de Cristo. Se, realmente, Cristo vive em nós, não teremos dificuldade em reconhecer que Deus é o Senhor de nossas vidas e, ao precisarmos tomar qualquer decisão, buscaremos primeiro a direção n'Ele, pois já vimos que Jesus não fazia nada sem antes consultar a Deus, pois sabia que tudo estava debaixo do controle da Sua mão.

Não esqueça que esse Deus que é onipresente, onisciente e onipotente, Aquele que vive e viverá eternamente é o mesmo Deus que lhe criou e quer que você tenha vida em abundância, que você seja feliz e, para isso, entregou o Seu próprio Filho para que você tenha tudo o que precisa. A única coisa que Ele lhe pede é que você confie n'Ele, entregue sua vida a Ele e reconheça a Sua soberania, o Seu senhorio sobre todas as áreas da sua vida.

27 março 2013

Páscoa cristã

A verdadeira páscoa cristã

CONTEXTO HISTÓRICODesde que Israel partiu do Egito em cerca de 1450 a. C., o povo hebreu celebra a Páscoa todos os anos, na primavera (em data aproximada a sexta-feira Santa).
Depois de os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó passarem mais de 400 anos de servidão no Egito, Deus decidiu libertá-los da escravidão. Suscitou Moisés e o designou como líder do Êxodo (Êxodo 3-4). Em obediência ao chamado de Deus, Moisés compareceu perante Faraó e lhe transmitiu a ordem divina: “Deixa ir o meu povo”. Para conscientizar Faraó da seriedade dessa mensagem da parte do Senhor, Moisés, mediante o poder de Deus, invocou pragas como julgamentos contra o Egito. No decorrer de várias dessas pragas, Faraó concordava em deixar o povo ir, mas, a seguir, voltava atrás, uma vez a praga sustada. Soou a hora da décima e derradeira praga, aquela que não deixaria aos egípcios nenhuma outra alternativa senão a de lançar fora os israelitas. Deus mandou um anjo destruidor através da terra do Egito para eliminar “todo primogênito... desde os homens até aos animais.” (Êxodo 12.12)
Visto que os israelitas também habitavam no Egito, como poderiam escapar do anjo destruidor? O Senhor emitiu uma ordem específica ao Seu povo; a obediência a essa ordem traria a proteção divina a cada família dos hebreus, com seus respectivos primogênitos. Cada família tinha de tomar um cordeiro macho de um ano de idade, sem defeito e sacrificá-lo ao entardecer do dia quatorze do mês de Abibe; famílias menores podiam repartir um único cordeiro entre si. (Êxodo 12.4) Parte do sangue do cordeiro sacrificado, os israelitas deviam aspergir nas duas ombreiras e na verga da porta de cada casa. Quando o destruidor passasse por aquela terra, ele passaria por cima daquelas casas que tivessem o sangue aspergido sobre elas (daí o termo Páscoa, do hebraico., pesah, que significa pular além da marca, passar por cima, ou poupar). Assim, pelo sangue do cordeiro morto, os israelitas foram protegidos da condenação à morte executada contra todos os primogênitos egípcios. Deus ordenou o sinal do sangue, não porque Ele não tivesse outra forma de distinguir os israelitas dos egípcios, mas porque queria ensinar ao Seu povo a importância da obediência e redenção pelo sangue, preparando-o para o advento do “Cordeiro de Deus”, que séculos mais tarde tiraria o pecado do mundo. (João 1.29)
Naquela noite específica, os israelitas deviam estar vestidos e preparados para viajar (Êxodo 12.11). A ordem recebida era para assa o cordeiro e não fervê-lo, e preparar ervas amargosas e pães sem fermento. Ao anoitecer, portanto, estariam prontos para a refeição ordenada e para partir apressadamente, momento em que os egípcios iam se aproximar e rogar que deixassem o país. Tudo aconteceu conforme o Senhor dissera (Êxodo 12.29-36).

A PÁSCOA NA HISTÓRIA ISRAELITA: A partir daquele momento da história, o povo de Deus ia celebrar a Páscoa toda primavera, obedecendo as instruções divinas de que aquela celebração seria “estatuto perpétuo” (Êxodo 12.14). Era porém, um sacrifício comemorativo, exceto o sacrifício inicial no Egito, que foi um sacrifício eficaz. Antes da construção do templo, em cada Páscoa os israelitas reuniam-se segundo suas famílias, sacrificavam um cordeiro, retiravam todo o fermento de suas casas e comiam ervas amargas. Mais importante: recontavam a história de como seus ancestrais experimentaram o êxodo milagroso na terra do Egito e sua libertação da escravidão de Faraó. Assim, de geração em geração, o povo hebreu relembrava a redenção divina e seu livramento do Egito (Êxodo 12.26). Uma vez construído o Templo Deus ordenou que a celebração da Páscoa e o sacrifício do cordeiro fossem realizados em Jerusalém (Deuteronômio 16.1-6). O Antigo Testamento registra várias ocasiões em que uma Páscoa especialmente relevante foi celebrada na cidade santa. (2 Coríntios 30.1-20;35.1-19, 2 Reis 23.21-23, Esdras 6.19-22).
Nos tempos do Novo Testamento, os judeus observavam a Páscoa da mesma maneira. O único incidente na vida de Jesus como menino, que as Escrituras registram, foi quando seus pais o levaram a Jerusalém, aos doze anos de idade, para a celebração da Páscoa (Lucas 12.41-50). Posteriormente, Jesus ia cada ano a Jerusalém para participar da Páscoa (João 2.13). A última Ceia de que Jesus participou com os seus discípulos em Jerusalém, pouco antes da cruz, foi uma refeição da Páscoa
(Mateus 26.1,2,17-29). O próprio Jesus foi crucificado na Páscoa, como Cordeiro Pascal (1 Coríntios 5.7) que liberta do pecado e da morte todos aqueles que Nele creem.
Os judeus continuam celebrando a Páscoa, embora seu modo de celebrá-la tenha mudado um pouco. Posto que já não há em Jerusalém um templo para se sacrificar o cordeiro em obediência a Deuteronômio 16.1-16, a festa judaica contemporânea (chamada Seder) já não é celebrada com o cordeiro assado. Mas as famílias ainda se reúnem para a solenidade. Retiram-se cerimonialmente das casas judaicas, e o pai de família narra toda a história do êxodo.

A PÁSCOA E JESUS CRISTOPara os cristãos, a Páscoa contém um rico simbolismo profético a falar de Jesus Cristo. O Novo Testamento ensina explicitamente que as festas judaicas “são sombras das coisas futuras” (Colossenses 2.16,17; Hebreus 10.1), isto é, a redenção pelo sangue de Jesus Cristo. Note os seguintes itens em Êxodo 12, que nos fazem lembrar do nosso Salvador e do seu propósito para conosco:
- O centro do evento da Páscoa era a graça salvadora de Deus. Deus tirou os israelitas do Egito, não porque eles eram um povo merecedor, mas porque Ele os amou e porque Ele era fiel ao seu concerto (Deuteronômio 7.7-10). Semelhantemente, a salvação que recebemos de Cristo nos vem através da maravilhosa graça de Deus (Efésios 2.8-10; Tito 3.4,5)
- O propósito do sangue aplicado às vergas das portas era salvar da morte o filho primogênito de cada família; esse fato pronuncia o derramamento do sangue de Cristo na cruz a fim de nos salvar da morte e da ira de Deus contra o pecado (Êxodo 12.13,23,27; Hebreus 9.22)
- O cordeiro pascoal era um “sacrifício” (Êxodo 12.27) a servir de substituto do primogênito; isto prenuncia a morte de Cristo em substituição à morte do crente
(Romanos 3.25). Paulo expressamente chama Cristo nosso Cordeiro da Páscoa, que foi sacrificado por nós (1 Coríntios 5.7).
- O cordeiro macho separado para a morte tinha de ser “sem mácula” (Êxodo 12.5); esse fato prefigura a impecabilidade de Cristo, o perfeito Filho de Deus (João 8.46; Hebreus 4.15).
- Alimentar-se do cordeiro representava a identificação da comunidade israelita com a morte do cordeiro, morte esta que os salvou física (1 Coríntios 10.16,17; 11.24-26). Assim como no caso da Páscoa, somente o sacrifício inicial, a morte Dele na cruz, foi sacrifício eficaz. Realizamos em continuação a Ceia do senhor como um memorial, “em memória” Dele (1 Coríntios 11.24).
- A aspersão do sangue nas vergas das portas era efetuada com fé obediente (Êxodo 12.28; Hebreus 11.28); essa obediência pela fé resultou, então, em redenção mediante o sangue (Êxodo 12.7,13). A salvação mediante o sangue de Cristo se obtém através da “obediência da fé” (Romanos 1.5; 16.26)
- O cordeiro da Páscoa devia ser comido juntamente com pães asmos (Êxodo 12.28). Uma vez que na Bíblia o fermento normalmente simboliza o pecado e a corrupção
(Êxodo 13.7; Mateus 16.6; Marcos 8.15) esses pães asmos representavam a separação entre os israelitas redimidos e o Egito, isto é, o mundo e o pecado (Êxodo 12.15). Semelhantemente, o povo redimido por Deus é chamado para separar-se do mundo pecaminoso e dedicar-se exclusivamente a Deus.
- extraído da Bíblia de Estudo Pentecostal; estudo A PÁSCOA

09 fevereiro 2013

O Carnaval

Festas, festas e mais festas...quem é que não gosta de festa? Todos nós gostamos de festa. Na festa nós ficamos alegres....felizes...tem festa de aniversário, de casamento, festa para
comemorar ......(vamos lá falem alguma festa)... Há poucos dias atrás comemoramos o
nascimento de Jesus, não é mesmo? Foi uma festa no fim do ano, a festa do Natal....
E o que tem nas festas? (deixe as crianças falar)
As festas são algo muito divertido, quem gosta de ir numa festa de aniversário bem linda!!!
Mas existem festas que deixam o nosso Deus triste, é festa que desagrada a Deus., vocês
sabem de alguma?
Vocês sabem que festa tem agora nestes dias?
É o carnaval., ela normalmente é comemorada todo ano, saem pelas ruas tocando tambores,
cantando, sambando ...tem muitos carros alegóricos, trios elétricos...tem gente bêbada, drogada, tem muita gente nua....e muito dinheiro gasto com tudo isso.
Será que Deus gosta? Quem sabe o que significa a palavra Carnaval? Lembra carne não é
mesmo?

Você sabe como surgiu o Carnaval? 
Foi assim: Para comemorar a Páscoa (a morte e ressurreição de Jesus, na chamada Semana Santa, pela Igreja Católica), as pessoas deveriam ficar quarenta dias sem comer carne e sem usar bebidas fortes, como se fosse um período de purificação. Então, eles contavam o dia que antecedia a estes 40 dias (chamado de Quaresma), e faziam neste dia uma Grande Festa de despedida do uso de carne e bebidas. Neste dia podiam fazer toda e qualquer extravagância. Diziam que neste dia a Carne Valia. Era o "Carne Vale". Dai a palavra Carnaval.
O Brasil foi o país que melhor interpretou este vale-tudo. E ainda se orgulha muito disso. E é
conhecido no mundo todo como o pais do Carnaval, o pais em que se pode fazer tudo da carne.
Na época do Carnaval aqui até o governo e as prefeituras colaboram com somas de dinheiro
altíssimas.
Por causa do pecado no coração das pessoas, esta festa foi ficando cada vez mais, uma festa marcada pela carnalidade, pela imoralidade, pela embriaguez, pelo vale tudo. As pessoas vivem uma falsa alegria, precisam de drogas, álcool e música para ficar contentes. Há um vazio nos corações. A Bíblia fala claramente sobre as obras da carne e as obras do espírito: Gálatas 5.19 "Ora as obras da carne são conhecidas e são: imoralidade sexual, impureza e libertinagem;... embriaguez, orgias... quem pratica estas coisas não herdarão o Reino de Deus" mas existe o fruto do Espírito Gálatas 5.22 "Amor, Paz, Alegria..... "
A carne sempre luta contra o espírito. Por isso precisamos trabalhar para que o fruto do Espírito cresça em nós, não podemos deixar que o fruto da carne (que é como um bichinho que come o fruto do espírito) murche ou diminua a obra do Espírito em nós. Não podemos esquecer que os que são amigos da carne não podem agradar a Deus. 

“Pois os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz. Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem em verdade o pode ser; e os que estão na carne não podem agradar a Deus.” Romanos 8:5-8

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