27 março 2013

Páscoa cristã

A verdadeira páscoa cristã

CONTEXTO HISTÓRICODesde que Israel partiu do Egito em cerca de 1450 a. C., o povo hebreu celebra a Páscoa todos os anos, na primavera (em data aproximada a sexta-feira Santa).
Depois de os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó passarem mais de 400 anos de servidão no Egito, Deus decidiu libertá-los da escravidão. Suscitou Moisés e o designou como líder do Êxodo (Êxodo 3-4). Em obediência ao chamado de Deus, Moisés compareceu perante Faraó e lhe transmitiu a ordem divina: “Deixa ir o meu povo”. Para conscientizar Faraó da seriedade dessa mensagem da parte do Senhor, Moisés, mediante o poder de Deus, invocou pragas como julgamentos contra o Egito. No decorrer de várias dessas pragas, Faraó concordava em deixar o povo ir, mas, a seguir, voltava atrás, uma vez a praga sustada. Soou a hora da décima e derradeira praga, aquela que não deixaria aos egípcios nenhuma outra alternativa senão a de lançar fora os israelitas. Deus mandou um anjo destruidor através da terra do Egito para eliminar “todo primogênito... desde os homens até aos animais.” (Êxodo 12.12)
Visto que os israelitas também habitavam no Egito, como poderiam escapar do anjo destruidor? O Senhor emitiu uma ordem específica ao Seu povo; a obediência a essa ordem traria a proteção divina a cada família dos hebreus, com seus respectivos primogênitos. Cada família tinha de tomar um cordeiro macho de um ano de idade, sem defeito e sacrificá-lo ao entardecer do dia quatorze do mês de Abibe; famílias menores podiam repartir um único cordeiro entre si. (Êxodo 12.4) Parte do sangue do cordeiro sacrificado, os israelitas deviam aspergir nas duas ombreiras e na verga da porta de cada casa. Quando o destruidor passasse por aquela terra, ele passaria por cima daquelas casas que tivessem o sangue aspergido sobre elas (daí o termo Páscoa, do hebraico., pesah, que significa pular além da marca, passar por cima, ou poupar). Assim, pelo sangue do cordeiro morto, os israelitas foram protegidos da condenação à morte executada contra todos os primogênitos egípcios. Deus ordenou o sinal do sangue, não porque Ele não tivesse outra forma de distinguir os israelitas dos egípcios, mas porque queria ensinar ao Seu povo a importância da obediência e redenção pelo sangue, preparando-o para o advento do “Cordeiro de Deus”, que séculos mais tarde tiraria o pecado do mundo. (João 1.29)
Naquela noite específica, os israelitas deviam estar vestidos e preparados para viajar (Êxodo 12.11). A ordem recebida era para assa o cordeiro e não fervê-lo, e preparar ervas amargosas e pães sem fermento. Ao anoitecer, portanto, estariam prontos para a refeição ordenada e para partir apressadamente, momento em que os egípcios iam se aproximar e rogar que deixassem o país. Tudo aconteceu conforme o Senhor dissera (Êxodo 12.29-36).

A PÁSCOA NA HISTÓRIA ISRAELITA: A partir daquele momento da história, o povo de Deus ia celebrar a Páscoa toda primavera, obedecendo as instruções divinas de que aquela celebração seria “estatuto perpétuo” (Êxodo 12.14). Era porém, um sacrifício comemorativo, exceto o sacrifício inicial no Egito, que foi um sacrifício eficaz. Antes da construção do templo, em cada Páscoa os israelitas reuniam-se segundo suas famílias, sacrificavam um cordeiro, retiravam todo o fermento de suas casas e comiam ervas amargas. Mais importante: recontavam a história de como seus ancestrais experimentaram o êxodo milagroso na terra do Egito e sua libertação da escravidão de Faraó. Assim, de geração em geração, o povo hebreu relembrava a redenção divina e seu livramento do Egito (Êxodo 12.26). Uma vez construído o Templo Deus ordenou que a celebração da Páscoa e o sacrifício do cordeiro fossem realizados em Jerusalém (Deuteronômio 16.1-6). O Antigo Testamento registra várias ocasiões em que uma Páscoa especialmente relevante foi celebrada na cidade santa. (2 Coríntios 30.1-20;35.1-19, 2 Reis 23.21-23, Esdras 6.19-22).
Nos tempos do Novo Testamento, os judeus observavam a Páscoa da mesma maneira. O único incidente na vida de Jesus como menino, que as Escrituras registram, foi quando seus pais o levaram a Jerusalém, aos doze anos de idade, para a celebração da Páscoa (Lucas 12.41-50). Posteriormente, Jesus ia cada ano a Jerusalém para participar da Páscoa (João 2.13). A última Ceia de que Jesus participou com os seus discípulos em Jerusalém, pouco antes da cruz, foi uma refeição da Páscoa
(Mateus 26.1,2,17-29). O próprio Jesus foi crucificado na Páscoa, como Cordeiro Pascal (1 Coríntios 5.7) que liberta do pecado e da morte todos aqueles que Nele creem.
Os judeus continuam celebrando a Páscoa, embora seu modo de celebrá-la tenha mudado um pouco. Posto que já não há em Jerusalém um templo para se sacrificar o cordeiro em obediência a Deuteronômio 16.1-16, a festa judaica contemporânea (chamada Seder) já não é celebrada com o cordeiro assado. Mas as famílias ainda se reúnem para a solenidade. Retiram-se cerimonialmente das casas judaicas, e o pai de família narra toda a história do êxodo.

A PÁSCOA E JESUS CRISTOPara os cristãos, a Páscoa contém um rico simbolismo profético a falar de Jesus Cristo. O Novo Testamento ensina explicitamente que as festas judaicas “são sombras das coisas futuras” (Colossenses 2.16,17; Hebreus 10.1), isto é, a redenção pelo sangue de Jesus Cristo. Note os seguintes itens em Êxodo 12, que nos fazem lembrar do nosso Salvador e do seu propósito para conosco:
- O centro do evento da Páscoa era a graça salvadora de Deus. Deus tirou os israelitas do Egito, não porque eles eram um povo merecedor, mas porque Ele os amou e porque Ele era fiel ao seu concerto (Deuteronômio 7.7-10). Semelhantemente, a salvação que recebemos de Cristo nos vem através da maravilhosa graça de Deus (Efésios 2.8-10; Tito 3.4,5)
- O propósito do sangue aplicado às vergas das portas era salvar da morte o filho primogênito de cada família; esse fato pronuncia o derramamento do sangue de Cristo na cruz a fim de nos salvar da morte e da ira de Deus contra o pecado (Êxodo 12.13,23,27; Hebreus 9.22)
- O cordeiro pascoal era um “sacrifício” (Êxodo 12.27) a servir de substituto do primogênito; isto prenuncia a morte de Cristo em substituição à morte do crente
(Romanos 3.25). Paulo expressamente chama Cristo nosso Cordeiro da Páscoa, que foi sacrificado por nós (1 Coríntios 5.7).
- O cordeiro macho separado para a morte tinha de ser “sem mácula” (Êxodo 12.5); esse fato prefigura a impecabilidade de Cristo, o perfeito Filho de Deus (João 8.46; Hebreus 4.15).
- Alimentar-se do cordeiro representava a identificação da comunidade israelita com a morte do cordeiro, morte esta que os salvou física (1 Coríntios 10.16,17; 11.24-26). Assim como no caso da Páscoa, somente o sacrifício inicial, a morte Dele na cruz, foi sacrifício eficaz. Realizamos em continuação a Ceia do senhor como um memorial, “em memória” Dele (1 Coríntios 11.24).
- A aspersão do sangue nas vergas das portas era efetuada com fé obediente (Êxodo 12.28; Hebreus 11.28); essa obediência pela fé resultou, então, em redenção mediante o sangue (Êxodo 12.7,13). A salvação mediante o sangue de Cristo se obtém através da “obediência da fé” (Romanos 1.5; 16.26)
- O cordeiro da Páscoa devia ser comido juntamente com pães asmos (Êxodo 12.28). Uma vez que na Bíblia o fermento normalmente simboliza o pecado e a corrupção
(Êxodo 13.7; Mateus 16.6; Marcos 8.15) esses pães asmos representavam a separação entre os israelitas redimidos e o Egito, isto é, o mundo e o pecado (Êxodo 12.15). Semelhantemente, o povo redimido por Deus é chamado para separar-se do mundo pecaminoso e dedicar-se exclusivamente a Deus.
- extraído da Bíblia de Estudo Pentecostal; estudo A PÁSCOA

25 fevereiro 2013

Reciclagem

O Que é Reciclagem?
Termo utilizado para classificar o reaproveitamento de materiais que caem em desuso e são considerados lixo. Existem composições, como caso do plástico, que demoram milhões de anos para encontrar decomposição completa no ambiente.
Por este motivo que hoje em dia existe a discussão da proibição das sacolas plásticas nos comércios em geral. Vidro, papel e metais são outros materiais usados com frequência no processo de reciclagem.
A diminuição da exploração das fontes naturais representa talvez a maior vantagem da reciclagem. Os recursos naturais estão ficando escassos, ao passo que somente diminuem em comparação ao incontrolável crescimento do consumo.
De acordo com as doutrinas das reciclagens, somente podem ser renomados os materiais que podem voltar ao formato original nos processos que existem para reciclar. O ciclo da reutilização deve ser empregado.
Os papéis reciclados não possuem o mesmo aspecto daqueles considerados originais. A coloração é mais escura e a textura também tem diferenças consideráveis. Isso acontece porque o material reciclado sai da massa resultante do processo de reciclagem.
O vidro também possui característica semelhante, mesmo quando passado por processo de derretimento. Os formatos e composições jamais voltam a ser do mesmo jeito por causa do processo resultante de mistura que leva como princípio ativo a areia.
Por outro lado, latas de alumínio podem voltar ao estado original, beneficiando milhares de consumidores. O processo de derretimento permite com que a estrutura reciclada não tenha quase nenhuma diferença dos formatos originais. Representa um dos materiais mais bem pagos pelos sistemas de coletas.
Necessário ficar atento com as cores existentes nos lixos que possuem separação seletiva: Azul (papel e papelão), cinza (resíduo não reciclável, que esteja contaminado), marrom (resíduos orgânicos), vermelho (plástico), verde (vidro), roxo (radioativos), amarelo (metal), branco (ambulatoriais ou relacionados com a saúde), preto (madeira) e laranja (resíduos perigosos).

RECICLAGEM DO PAPEL
O processo de reciclagem do papel é basicamente o seguinte: as aparas adquiridas pelas indústrias são trituradas em uma espécie de liquidificador gigante com água para que suas fibras sejam separadas. Depois um processo de centrifugação irá separar algumas impurezas como areia, grampos e etc.. Em seguida, são acrescentados produtos químicos para retirar a tinta e clarear o papel. Após o clareamento sobrará uma pasta de celulose que pode receber o acréscimo de celulose virgem dependendo da qualidade do papel que se quer produzir. Esta pasta é que será prensada e seca em diferentes equipamentos para formar o papel pronto para consumo.

RECICLAGEM DO VIDRO

• Derretimento

Processo mais comum e mais conhecido, requer menor energia para a fundição. Nesse processo o vidro é novamente derretidoe é muito utilizado em escala industrial.

• Moagem

Na moagem o vidro moído pode ser adicionado ao cimento como reforço ao material de construção, eliminando a necessidade de adição de componentes agregados na construção civil. Nesse processo, o vidro é moído ou quebrado em cacos. Porém, a sua utilização no cimento tem exigido maiores pesquisas para determinar o grau da reação álcali-agregado, pois o vidro é composto por sílica substância que pode reagir ao álcalis do cimento em meio aquoso, comprometendo a qualidade do concreto.

RECICLAGEM DO PLÁSTICO
O processo de reciclagem do plástico é referido como revalorização. Inicialmente, o plástico é coletado e moído. Posteriormente, o material moído é lavado e enviado a um processo de descontaminação, permitindo a sua granulação. Todo o processo de seleção, moagem, lavagem e descontaminação seguem padrões específicos.

RECICLAGEM DA BORRACHA
No processo de reciclagem do pneu é necessário separar a borracha dos demais componentes por meio de cortes que posteriormente submete a borracha à purificação em peneiras. Cada lasca cortada é moída e posta em processo de digestão em vapor d’ água com produtos químicos capazes de desvulcanizar a borracha usando bases
e os óleos minerais.

RECICLAGEM DO METAL
Confira a seguir os dez procedimentos da reciclagem:
  1. Compra: as latas são compradas pelos consumidores, junto com a bebida.
  2. Consumo: depois de consumida a bebida, a lata vazia é levada por sucateiros aos postos de coleta.
  3. Coleta: Nesses locais, as embalagens são prensadas com todas as suas partes (corpo, tampa e anel)
  4. Prensagem: Neste estágio, as latas são prensadas novamente. Desta vez, em grandes fardos, como são chamados os “pacotes” volumosos e pesados, fáceis de serem transportados.
  5. Fundição: As latinhas são derretidas em fornos especiais para latas de alumínio
  6. Lingotamento: Aqui todo o material é transportado em lingotes fundidos sob a forma de tiras, apropriadas para uma fusão ou transformação.
  7. Laminação: Os lingotes passam por um processo de deformação plástica no qual o material passa entre rolos e se transforma em bobinas de alumínio
  8. Novas Latas: As bobinas são usadas para fazer novas latinhas
  9. Enchimento: Na fábrica de bebidas, as latas passam por um processo de enchimento para ganhar aquele tradicional formato “oco” que conhecemos.
Consumo: Depois as latas são distribuídas mais uma vez aos pontos de venda, fechando o ciclo de reaproveitamento do alumínio.

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